The Bone Dance
In misty gloomy daydreams
Flickers among sighs
In the winding flesh undulation
In the gentle convulsion of a lecherous dance
A feminine spectrum actrum
Sinister synchronization
Viper movements
Twisting in desire spirals
Among black robes
A woman's silhouette
Reveals legs, arms and marble breasts
Lecherous hands that slips
Between the caresses and the sores
Feet that don't touch the floor
That walk in a semi-materialism
In the sphere of dreams
In the sphere of dreams..
In dreamlike places
Hung on profane minuetto
In the gloomy macabre
Between the teeth of pain
And the claws of pleasure
In the locks of night
And within madness
Dances magna lady
Dances the night nymph
Winding such as sulphuric
Smoke from corpses
Pale as an air demon
And treacherous as a ignis fatuus
A bone retine frames
Honouring the tortured dancer
That in front of my eyes
Takes off the shroud
I cover her
The coldness of her empty orbits
And her leprous flesh
In the bone dance
I find her arms
In ecstasy I lose myself in a kiss
Finding
The coldness from the lack of lips,
In the affections of a without flesh skull.
A Dança dos Ossos
Em sonhos nebulosos e sombrios
Brilham entre suspiros
Na ondulação da carne que se contorce
Na suave convulsão de uma dança lasciva
Um espectro feminino atua
Sinistra sincronia
Movimentos de víbora
Torcendo em espirais de desejo
Entre robes negras
A silhueta de uma mulher
Revela pernas, braços e seios de mármore
Mãos lascivas que escorregam
Entre carícias e feridas
Pés que não tocam o chão
Que caminham em um semi-materialismo
Na esfera dos sonhos
Na esfera dos sonhos..
Em lugares oníricos
Pendurados em minueto profano
No macabro sombrio
Entre os dentes da dor
E as garras do prazer
Nas trancas da noite
E dentro da loucura
Dança a dama magna
Dança a ninfa da noite
Contorcendo-se como o enxofre
Fumaça de cadáveres
Pálida como um demônio do ar
E traiçoeira como um ignis fatuus
Uma retina óssea emoldura
Honrando a dançarina torturada
Que diante dos meus olhos
Desvenda o manto
Eu a cubro
A frieza de suas órbitas vazias
E sua carne leprosa
Na dança dos ossos
Eu encontro seus braços
Em êxtase me perco em um beijo
Encontrando
A frieza pela falta de lábios,
Nos afetos de um crânio sem carne.