exibições de letras 397

De Campo e Galpão

Adair de Freitas

Letra

    O Sol, num galope, fugiu pro poente
    Deixando, no rastro, gaúchos campeiros
    Que, ao fim de outro dia, rumeiam' pra estância
    No lombo dos fletes, eternos parceiros

    O velho galpão se alegra de novo
    Ao som das esporas, relinchos, risadas
    O velho caseiro já tem fogo grande
    Pro mate que mata a sede da indiada

    Um cusco pitoco, parceiro de campo
    No ventre de um laço se enrosca impaciente
    Parece entender os causos e prosas
    Pois, sempre na lida, se encontra presente

    A luz que emana das chamas do fogo
    Completa a silhueta de um taura que canta
    Que os versos que trança tem vozes de campo
    Que aflora sua alma de homem da pampa

    As chamas consomem o cerne do angico
    Restando o silêncio e o rubro das brasas
    Pra serem sinuelos parindo manhãs
    Com o Sol que, nas frinchas, vem dando, ô, de casa

    Se ascendem auroras no ronco dos mates
    Campeiros se aprontam pra outro careio
    Se vão qual centauros pra outras coxilhas
    Cavalos e homens, parceiros do arreio


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Adair de Freitas e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção