
Fronteiriço
Adair de Freitas
Para alguém que tiver interesse
Do meu jeito saber o motivo
Eu respondo: Que escutem meu verso
Pra saber de onde venho e onde vivo
Pois defino no canto que canto
A querência e o meu jeito de ser
E não há neste mundo parceiro
Outra terra melhor pra viver
E não há neste mundo parceiro
Outra terra melhor pra viver
Sou do extremo da pátria querida
Brasileiro do sul bombachudo
Fronteiriço por sorte e destino
Riograndense acima de tudo
Pra o irmão de chegar do nascente
Sou estampa do cerro palomas
E o registro ofertar no poente
Água pura cambicho a quem toma
Sou um marco plantado na linha
Que a distância parece que avisa
Que existindo respeito entre os povos
Não carece alambrar a divisa
Que existindo respeito entre os povos
Não carece alambrar a divisa
Sou do extremo da pátria querida
Brasileiro do sul bombachudo
Fronteiriço por sorte e destino
Riograndense acima de tudo
Sou fronteira Riveira e Santana
Que em fraterna amizade se alonga
Sou chibeiro de papa e galleta
Cantador de bugiu e milonga
Fui de guerra nos tempos de guerra
Sou de paz por ser homem de escol
Sou peão das areias e das pedra
E há quem diga que sou Portunhol
Sou peão das areias e das pedra
E há quem diga que sou Portunhol
Sou do extremo da pátria querida
Brasileiro do sul bombachudo
Fronteiriço por sorte e destino
Riograndense acima de tudo




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