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A Dieta do Bairro

Adán Cruz

La Dieta Del Barrio

¿Cuántos carnales te han quitado?
¿Cuántos carnales se han perdido y 'tán ganchados?
¿Cuántos iluminados?
Ay

La dieta del barrio
La gota que no decomisa un comisario
Los foquitos que alguna vez se iluminaron (oh-oh-oh)
¿Pero qué le han recetado?

La dieta del barrio
La gota que no decomisa un comisario
Los foquitos que alguna vez se iluminaron (oh-oh-oh)
El vidrio y su equilibrio sobre vidrio fragmentado

La historia de un varón, un valiente fanfarrón
Que creció en el callejón, vándalo que se maleo
Siempre al límite viviendo, al borde de la muerte
El peligro no es factor, de miedo ni pa' él ni pa su gente

No es que se le haya hecho fácil, es que creció viéndolo
Ahora son cacahuates, no postas ni diábolos
Comenzó a poner talón, a vender y dar bajón
A escalón tras escalón hasta dar el resbalón

Ya está ponchado el balón, pues ya se ponchó otro blunt
Pues el Chucky lo empachó y el Weis trae un pelotón
Con tan solo 15 años anda buscando otra piedra
En cuclillas en el baño barriendo con la tarjeta

Días sin echarse una jeta, anda con ojos pelados
Afuera de la prepa bien feliz delis deja ganchados
Los mayores lo han mandado y el dinero lo ha entregado
Y con una microdisis al pobre le han pagado

Ya bien involucrado, ya maleado, bien malcriado
Bien malilla, bien calilla, pues bien no se ha alimentado
Anda alucinado, ansioso y alterado
Dolido por la ruca que dejo solo al venado

La dieta del barrio
La gota que no decomisa un comisario
Los foquitos que alguna vez se iluminaron (oh-oh-oh)
¿Pero qué le han recetado?

La dieta del barrio
La gota que no decomisa un comisario
Los foquitos que alguna vez se iluminaron (oh-oh-oh)

Corazón de condominio, falta de afecto y cariño
Entre varias riñas la inocencia perdió al niño
Va mal influenciado, quedando sin amigos
Cuenta no se ha dado en dónde está metido

Ya no mira a sus primos, se esconde del vecino
Gente que lo siguen, lo acorralan tan maldito
El cerebro frito, no trae ni pa' unos Fritos
Y en vez de comida se robó un mezcal de a litro

Su ropa ya está sucia, vieja, rota
Ya perdió la astucia, su vieja y la otra
Tés con ramas de mota, pastillas en la bolsa
Con dinero que le dieron por una computadora

Que le robó al padrino, ahora anda ahí escondido
En una casa abandonada con la velada de frío
Pero para él no es un lío, anda de acomedido
Ya ha empeñado todo porque el dealer no le fió

Cuando le regalaban, pero en un inicio
Así es este negocio del dinero y de los vicios
Inhalando Carbuclean en el techo de un edificio
El morro desfasado se tiró del precipicio

La dieta del barrio
La gota que no decomisa un comisario
Los foquitos que alguna vez se iluminaron
¿Pero qué le han recetado?

La dieta del barrio
La gota que no decomisa un comisario
Los foquitos que alguna vez se iluminaron
El vidrio y su equilibrio sobre vidrio fragmentado

A Dieta do Bairro

Quantos irmãos te tiraram?
Quantos irmãos se perderam e tão presos?
Quantos iluminados?
Ai

A dieta do bairro
A gota que não é apreendida por um comissário
As luzinhas que um dia brilharam (oh-oh-oh)
Mas o que receitaram pra ele?

A dieta do bairro
A gota que não é apreendida por um comissário
As luzinhas que um dia brilharam (oh-oh-oh)
O vidro e seu equilíbrio sobre vidro quebrado

A história de um cara, um valentão fanfarrão
Que cresceu no beco, vândalo que se perdeu
Sempre vivendo no limite, à beira da morte
O perigo não é problema, nem pra ele nem pra sua galera

Não é que tenha sido fácil, é que cresceu vendo isso
Agora é só amendoim, não é mais tiro nem diabo
Começou a dar golpe, a vender e a se afundar
Degrau por degrau até dar a escorregada

Já tá furado o balão, pois já furou outro baseado
Pois o Chucky encheu ele e o Weis tá com um pelotão
Com apenas 15 anos tá procurando outra pedra
Agachado no banheiro, limpando com o cartão

Dias sem dar uma cara, tá com os olhos esbugalhados
Fora da escola, bem feliz, deixa os outros presos
Os mais velhos mandaram e o dinheiro ele entregou
E com uma microdose, pro pobre ele pagou

Já bem envolvido, já perdido, bem malcriado
Bem vagabundo, bem quebrado, pois não se alimentou
Tá alucinado, ansioso e alterado
Machucado pela mina que deixou o venado sozinho

A dieta do bairro
A gota que não é apreendida por um comissário
As luzinhas que um dia brilharam (oh-oh-oh)
Mas o que receitaram pra ele?

A dieta do bairro
A gota que não é apreendida por um comissário
As luzinhas que um dia brilharam (oh-oh-oh)

Coração de condomínio, falta de afeto e carinho
Entre várias brigas, a inocência perdeu o menino
Vai mal influenciado, ficando sem amigos
Nem percebe onde tá se metendo

Já não vê seus primos, se esconde do vizinho
Gente que o segue, o cercam tão maldito
O cérebro fritando, não tem nem pra um Frito
E em vez de comida, roubou um litro de mezcal

Suas roupas já tão sujas, velhas, rasgadas
Já perdeu a astúcia, sua mãe e a outra
Chás com ramos de maconha, pílulas no bolso
Com o dinheiro que lhe deram por um computador

Que ele roubou do padrinho, agora tá escondido
Numa casa abandonada, com o frio da noite
Mas pra ele não é um problema, tá se metendo
Já empenhou tudo porque o dealer não confiou

Quando lhe davam, mas no começo
Assim é esse negócio de dinheiro e vícios
Inalando Carbuclean no telhado de um prédio
O moleque descontrolado se jogou do precipício

A dieta do bairro
A gota que não é apreendida por um comissário
As luzinhas que um dia brilharam
Mas o que receitaram pra ele?

A dieta do bairro
A gota que não é apreendida por um comissário
As luzinhas que um dia brilharam
O vidro e seu equilíbrio sobre vidro quebrado