Prizori Za Zavesami
Prizori za zavesami,
Ki nudijo zveèer jih okna,
V naši ulici so takšni
Kot povsod drugje.
Mož sedi v kuhinji,
Prebira èasopis,
Sin ob njem uèi se, piše
In radira in sprašuje.
Mama živèno kuha, se obrne,
S prstom mu zažuga,
A ob njih družina druga
Mirno gleda televizor.
Upokojenca sedita,
Ona plete, on posluša radio,
Vrti postaje in nenehno z glavo maje.
Poroèila so - kot vedno,
Novice slabe ga jezijo,
Žena ga pogleda, se nasmehne,
Vstane, ga objame.
Majhna družba veseli se
In popiva in prepeva,
A pod njimi dekle uèi se,
Dolgo v noè bo luè prižgana.
Mlada dva ljubkujeta se,
Vsa ljubezni sta predana,
A nad njima ženska srednjih let
Sameva in sanjari.
Stanovanje mlade žene,
Ki jo mož pijan pretepa,
A na drugi strani stene,
Otroci tiho se igrajo
In v podstrešnem stanovanju
Ni luèi, le zvok kitare
Pravi nam, da nekaj tare
Mladega poeta.
Zunaj se je že stemnilo,
Povsod se spušèajo rolete
In vsi si le želijo
Mirne in spokojne sanje.
Ob stanovanju stanovanje -
Majhne kletke brez izhoda,
Le ta okna kot oèi
Utrujene vsakdanjosti.
Prizori za zavesami,
Ki nudijo zveèer jih okna,
V naši ulici so takšni
Kot povsod drugje.
Cenas Atrás das Cortinas
Cenas atrás das cortinas,
Que oferecem à noite as janelas,
Na nossa rua são assim
Como em qualquer outro lugar.
Um homem sentado na cozinha,
Lendo o jornal,
O filho ao lado estuda, escreve
E pergunta e rabisca.
A mãe cozinha animada, se vira,
Com o dedo lhe faz sinal,
Mas a outra família
Calmamente assiste à televisão.
A aposentada está sentada,
Ela tricota, ele escuta o rádio,
Mudando de estação e balançando a cabeça.
As notícias - como sempre,
As más notícias o irritam,
A esposa o olha, sorri,
Levanta-se e o abraça.
Um pequeno grupo se diverte
E bebe e canta,
Mas embaixo a garota estuda,
A luz ficará acesa até tarde.
Os jovens se amam,
Estão completamente entregues ao amor,
Mas acima deles uma mulher de meia-idade
Fica sozinha e sonha.
O apartamento da jovem mulher,
Que é espancada pelo marido bêbado,
Mas do outro lado da parede,
As crianças brincam em silêncio
E no apartamento do sótão
Não há luz, só o som de uma guitarra
Nos diz que algo atormenta
Um jovem poeta.
Lá fora já escureceu,
As persianas descem em todo lugar
E todos só desejam
Sonhos tranquilos e serenos.
Ao redor do apartamento -
Pequenas gaiolas sem saída,
Apenas essas janelas como olhos
Cansados da rotina.
Cenas atrás das cortinas,
Que oferecem à noite as janelas,
Na nossa rua são assim
Como em qualquer outro lugar.