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Teimosia

Adolar Marin

Letra

    A dor é a mesma de sempre / É a que já vem do ventre
    O pranto cai sobre o prato / E o verde é indiferente
    A dor é a mesma de sempre / Que já vem desde a semente

    O grito agride o infinito / Mas não atinge o ouvido
    A reza, a vela acesa / E sobre a mesa um deus lindo
    O grito agride o infinito / E os cegos seguem dormindo

    Graças ao divino que me fez um homem,
    Fez o sol que avança e dizima o dia
    Graças ao divino que me deu a fome,
    A desesperança e a teimosia

    Com o tempo, nós aprendemos / A nos fartar com o de menos
    Desgraça pouca é de graça / Nossas feridas lambemos
    Com o tempo, nós aprendemos / E nos tornamos pequenos

    Mas nossa prole é uma praga / Que nem a guerra apaga
    Multiplicamos os ramos / Cabemos em cada fresta
    A nossa prole é uma praga / Que, um dia, o mundo, infesta

    Graças ao divino que me fez um homem,
    Fez o sol que avança e dizima o dia
    Graças ao divino que me deu a fome,
    A desesperança e a teimosia

    Composição: Adolar Marin / Leo Nogueira. Essa informação está errada? Nos avise.

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