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Asuncena

Adrián Barreto

Asuncena

Con las palabras mejor sentidas
Quiero expresarte en guaraní
Y que semejen trinos divinos
Como el arrullo del yerutí
Que nos proteja la enredadera
Que mucho adorna nuestra Asunción
Así al darte mi vida entera
Sabré ganarte con gran pasión

Sé que mis versos
No valen nada
Más no, mi amada
Digas Tove
Pues estas frases
Mal hilvanadas
Contienen gotas
Del eirete

Te dio natura todo su brillo
Todo su lujo y su esplendor
Por eso, amada, vengo a decirte
Con voz muy Honda todo mi amor
Tú que eres buena, bella asuncena
Tú que no sabes decir japu
Ansioso espero de ti un consuelo
Y que me ofrendes tu mborayhu

Sé que son pobres
Estos mis versos
Más no por eso
Digas Tove
Pues estas frases
Mal hilvanadas
Contienen gotas
Del eirete

Asuncena

Com as palavras mais sentidas
Quero te expressar em guaraní
E que se pareçam com trinos divinos
Como o sussurro do yerutí
Que a trepadeira nos proteja
Que enfeita muito nossa Assunção
Assim, ao te dar minha vida inteira
Saberei conquistar-te com grande paixão

Sei que meus versos
Não valem nada
Mas não, minha amada
Diga Tove
Pois essas frases
Mal costuradas
Contêm gotas
Do eirete

A natureza te deu todo seu brilho
Todo seu luxo e seu esplendor
Por isso, amada, venho te dizer
Com voz bem profunda todo meu amor
Tu que és boa, bela asuncena
Tu que não sabes dizer japu
Ansioso espero de ti um consolo
E que me ofereças teu mborayhu

Sei que são pobres
Esses meus versos
Mas não por isso
Diga Tove
Pois essas frases
Mal costuradas
Contêm gotas
Do eirete

Composição: Félix Pérez Cardozo, Antonio Ortiz Mayans