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O Caminheiro

Adrián Barreto

El Arriero

Cual fantasma del olvido
Por la regia carretera
Sobre el lomo de un caballo
Parejero guyraû
Más veloz que un pensamiento
Poncho al viento cual bandera
Y en ancas la adorada
Le murmura Rohayhu

Van cruzando hacia la dulce
Vibración de los recuerdos
El arriero con la amada
Oh, reliquia guaraní

Y poblando va la selva
Con el eco que muy lerdo
Lentamente en suspiro
Se desmaya vevuimi

Ella trémula se ciñe
Toda entera al amado
Con un dulce inconfesado
Anhelante tarova
Mientras tenue la negrura
De la noche ha cobijado
En sus senos maternales
Sus amores y angaipa

Fugitiva raza noble
Generoso corazón
Eres sombra, eres eco
Del gallardo guaraní

Ya no cruzan como antaño
Tus cantares la región
Eres sólo una sombra
Una sombra kangymi

O Caminheiro

Como um fantasma do esquecimento
Pela estrada majestosa
Sobre o lombo de um cavalo
Cavalo de carga
Mais rápido que um pensamento
Poncho ao vento como bandeira
E nas ancas a amada
Ele sussurra Rohayhu

Vão cruzando em direção à doce
Vibração das lembranças
O caminhante com a amada
Oh, relíquia guaraní

E povoando vai a selva
Com o eco que muito devagar
Lentamente em suspiro
Desmaia vevuimi

Ela, trêmula, se aperta
Toda inteira ao amado
Com um doce inconfessável
Anseio tarova
Enquanto a tenue escuridão
Da noite a acolheu
Em seus seios maternais
Seus amores e angaipa

Raça nobre fugitiva
Coração generoso
Você é sombra, você é eco
Do valente guaraní

Já não cruzam como antes
Seus cantos a região
Você é só uma sombra
Uma sombra kangymi

Composição: Félix Pérez Cardozo, Rigoberto Fontao Meza