Viejo Grata
Tu carta credencial va deschavando
tu prontuario de grata
son grupo tus hazañas, pura lata
y el feite que tenés no fue peleando.
Ese feite en zig-zag y desprolijo
de tu pómulo izquierdo
de una paica cabrera es el recuerdo
que te dejó fijado en un barbijo.
Las grelas por pinta te hicieron sofica
pero siempre atento a algún "laburito"
ya en un filo mishio, por si el boncha pica,
o dando de ropae "el empujoncito".
Junao por los ratis no pisás el centro,
pero a veces, una de "de rofo sotana",
ya no hay en tu agenda citas o reencuentro
con locas de guita, con giles y ranas.
No le achica el orgullo su remiendo de pobre,
es un pucho de faso su vida en falsa escuadra
su grilo generoso ya no tiene ni un cobre
y en su gran soledad la miseria le ladra...
Velho Grato
Sua carta de credencial vai desvendando
seu histórico de grato
são um monte suas façanhas, pura enrolação
e a marca que você tem não foi lutando.
Essa marca em zigue-zague e desleixada
do seu maxilar esquerdo
de uma mulher cabreira é a lembrança
que ela deixou marcada em uma máscara.
As gírias por aparência te deixaram esperto
mas sempre atento a algum "trabalhinho"
já em um fio fino, caso o cara ataque,
ou dando de lado "o empurrãozinho".
Andando pelas quebradas você não pisa no centro,
mas às vezes, uma de "de roupa de padre",
já não há na sua agenda encontros ou reencontros
com loucas de grana, com otários e sapos.
Não diminui o orgulho seu remendo de pobre,
é um cigarro de maconha sua vida em falsa linha
seu grilo generoso já não tem nem um centavo
e em sua grande solidão a miséria lhe ladra...
Composição: Enrique Cadícamo