Pompas De Jabón
Pebeta de mi barrio, papa, papusa,
Que andas paseando en auto con un bacán,
Que te has cortado el pelo como se usa,
Y que te lo has teñido color champán.
Que en lo peringundines de frac y fuelle
Bailas luciendo cortes de cotillón
Y que a las milongueras, por darles dique,
Al irte con tu "camba", batís "allón".
Hoy tus pocas primaveras
Te hacen soñar en la vida
Y en la ronda pervertida
Del nocturno jarandón,
Pensá en aristocracias
Y derrochás tus abriles...
¡Pobre mina, que entre giles,
Te sentís Mimí Pinsón...!
Pensá, pobre pebeta, papa, papusa,
Que tu belleza un día se esfumará,
Y que como todas las flores que se marchitan
Tus locas ilusiones se morirán.
El "mishé" que te mima con sus morlacos
El día menos pensado se aburrirá
Y entonces como tantas flores de fango,
Irás por esas calles a mendigar...
Triunfas porque sos apenas
Embrión de carne cansada
Y porque tu carcajada
Es dulce modulación.
Cuando implacables, los años,
Te inyecten sus amarguras...
Ya verás que tus locuras
Fueron pompas de jabón.
Bolhas de Sabão
Menina do meu bairro, papai, fofinha,
Que anda passeando de carro com um cara legal,
Que cortou o cabelo como tá na moda,
E que pintou de cor champanhe.
Que nos bailes de gala e com traje de gala
Dança mostrando os cortes do baile
E que para as milongueiras, só pra dar um toque,
Ao sair com seu "camba", bate "tcham".
Hoje, suas poucas primaveras
Te fazem sonhar na vida
E na roda pervertida
Do jarandão noturno,
Pensa em aristocracias
E desperdiça seus abriles...
Pobre garota, que entre os otários,
Se sente Mimí Pinsón...!
Pensa, pobre menina, papai, fofinha,
Que sua beleza um dia vai se esvair,
E que como todas as flores que murcham
Suas loucas ilusões vão morrer.
O "mishé" que te mima com sua grana
Um dia, do nada, vai se entediar
E então, como tantas flores de lama,
Você vai pelas ruas mendigar...
Você brilha porque é apenas
Embrião de carne cansada
E porque sua risada
É doce modulação.
Quando implacáveis, os anos,
Te injetarem suas amarguras...
Já vai ver que suas loucuras
Eram bolhas de sabão.
Composição: Roberto Goyeneche