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Alma de Louca

Adriana Varela

Alma De Loca

Milonguera, bullanguera, que la vas de alma de loca,
la que con tu risa alegre, vibrar hace el cabaret,
la que lleva la alegría en los ojos y en la boca,
la que siempre fue la reina de la farra y el placer.
Todo el mundo te conoce de alocada y jaranera,
todo el mundo dudaría lo que yo puedo jurar:
que te he visto la otra noche parada en una vidriera
contemplando a una muñeca con deseos de llorar.

Te pregunté qué tenías y me respondiste: nada...
adivinando al verte tan turbada
que era tu intento ocultarme la verdad.
La sonrisa que tus labios dibujaban quedó helada
y una imprevista lágrima traidora
como una perla de tus ojos fue a rodar.

Quién diria, milonguera, vos que siempre te reíste,
vos que siempre te burlaste de las penas y el amor,
ibas a mostrar la hilacha poniéndote seria y triste
ante una humilde muñeca modestita, y sin valor.
No te aflijas, milonguita, yo te guardare el secreto
por mí nunca sabrá nadie que has dejado de reír,
mas no vuelvas a mirar a la pobre muñequita
que te recuerda los dias que ya no podras vivir.

Ríe siempre, milonguera, bullanguera, casquivana
para qué quieres amargar tu vida
pensando en esas cosas que no pueden ser.
Corre un velo a tu pasado, sé milonga, sé mundana,
para que así los hombres no descubran
tus amarguras, tus ternuras de mujer.

Alma de Louca

Milongueira, bagunceira, que vive com alma de louca,
aquela que com seu sorriso alegre, faz o cabaré vibrar,
aquela que leva a alegria nos olhos e na boca,
aquela que sempre foi a rainha da farra e do prazer.
Todo mundo te conhece como alocada e festeira,
todo mundo duvidaria do que eu posso jurar:
que te vi na outra noite parada numa vitrine
contemplando uma boneca com vontade de chorar.

Te perguntei o que tinha e você respondeu: nada...
adivinhando ao te ver tão perturbada
que era sua intenção me ocultar a verdade.
O sorriso que seus lábios desenhavam ficou congelado
e uma lágrima traiçoeira e imprevista
como uma pérola dos seus olhos foi rolar.

Quem diria, milongueira, você que sempre riu,
você que sempre zombou das dores e do amor,
iria mostrar a fragilidade se tornando séria e triste
diante de uma humilde boneca modesta e sem valor.
Não se aflija, milonguita, eu guardarei o segredo
por mim nunca saberá ninguém que você parou de rir,
más não volte a olhar para a pobre bonequinha
que te lembra os dias que você não poderá viver.

Ria sempre, milongueira, bagunceira, leviana
pra que quer amargar sua vida
pensando nessas coisas que não podem ser.
Cobre seu passado, seja milonga, seja mundana,
para que assim os homens não descubram
suas amarguras, suas ternuras de mulher.

Composição: