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Panorama 6B

Aesop Rock

6B Panorama

I was sitting on my fire escape and I saw...
sturdy bridges, decorated with dirty pigeons
a vagabond begging for three pennies and a princess
a junkie tourniquet surgeon urging the needle in
a batty senior citizen flashing that awful teethless grin
I saw a corner store merchant rest on a milk crate with a stog'
a pierced nose, a model with a stalker, cheap hooker, jay walkers
a table on a sidewalk with four old men slappin' dominos down
a city, a village, a neighborhood, a ghost town
I saw vandals catching tags and Puerto Rican flags
I saw a pregnant woman on the verge of bursting (boom)
I saw a blind man with a dog screaming 'someday I'll see it all'
and then he sat down with his hammer and saw
business men with multi-colored ties, cashmere checks
a nazi with tattoos on his neck, a Vietnam war vet
a Caucasian man with a limp and a cane, a pimp with his names
a thug circus, a pack of shook tourists hugging their purses
I saw freaks with rainbow streaks in dayglo hair
a mother smackin' the grin off her child, replaced it with a stare
a pothole, a storefront with a broken open sign
a hole in the wall bar kicking drunks to the gutter, it's closing time
I see a f**k up, a bum knuckle up with a taxi driver
a squatter, a grandfather, an angry right-to-lifer
I can see the roof garden on the apartment across the street

and kick myself because somewhere along the way I lost my seeds
I see a rat, a roach, a bat approach, a happy student
a black man with a horn and a will to make you sit and listen to it
I see a little girl on the corner with bubbles, braids and barrettes
I see a teen mother with similak pacifier and regrets
oh, a day turned stale, a hammer with a rusty nail, a failed marriage
a universe of brick buildings slightly off balance
a challenge, I see a chance to add real colors to my favorite palette
raise my mighty mallet towards the gods and swing my talons
I see a crack in the sidewalk
a slide show of six civilians gripping bottles of gideon
sitting inside bent meridian
there's a fun house ooh, a sun spout
spraying yellow beams above yellow back dreams
and children in the hydrants
tyrants(?), I see sirens
the wall to the glamor standard
a dead bird, a bent curb
a bus stop of commuters waiting to have their souls towed off to work
I seen the slap dash habits of bike messengers paws
and hug that good leaf on the way to damaged packages, dependence
oh my lord, I see bandwagons, all aboard
a carnival amusement park where a heart is a luxury
I see a gas galaxy huddled behind those pearly doors
maybe I should sit up on my fire escape a little more

Panorama 6B

Eu estava sentado na minha escada de incêndio e vi...
ponte robustas, decoradas com pombos sujos
um vagabundo pedindo três centavos e uma princesa
um cirurgião viciado forçando a agulha pra dentro
um idoso maluco mostrando aquele sorriso sem dentes
Eu vi um comerciante de esquina descansando em uma caixa de leite com um cigarro
um nariz furado, uma modelo com um stalker, prostituta barata, atravessadores
uma mesa na calçada com quatro velhos jogando dominó
uma cidade, uma vila, um bairro, uma cidade fantasma
Eu vi vândalos fazendo tags e bandeiras porto-riquenhas
Eu vi uma mulher grávida prestes a estourar (boom)
Eu vi um cego com um cachorro gritando 'um dia eu vou ver tudo isso'
e então ele se sentou com seu martelo e serra
homens de negócios com gravatas coloridas, cheques de cashmere
e um nazista com tatuagens no pescoço, um veterano da guerra do Vietnã
um homem caucasiano mancando com uma bengala, um cafetão com seus nomes
um circo de marginais, um bando de turistas assustados segurando suas bolsas
Eu vi aberrações com mechas coloridas no cabelo diafluo
uma mãe batendo o sorriso do rosto do filho, trocando por um olhar
um buraco na rua, uma loja com uma placa de "aberto" quebrada
um bar furado na parede chutando bêbados para a sarjeta, é hora de fechar
Eu vejo um f**dido, um mendigo se preparando pra brigar com um taxista
um invasor, um avô, um direito à vida furioso
Eu consigo ver o jardim no telhado do apartamento do outro lado da rua

e me xingo porque em algum momento eu perdi minhas sementes
Eu vejo um rato, uma barata, um morcego se aproximando, um estudante feliz
um homem negro com um trompete e a vontade de te fazer sentar e ouvir
Eu vejo uma garotinha na esquina com bolhas, tranças e presilhas
Eu vejo uma mãe adolescente com chupeta de similac e arrependimentos
o dia azedou, um martelo com um prego enferrujado, um casamento fracassado
um universo de prédios de tijolos levemente fora de equilíbrio
um desafio, eu vejo uma chance de adicionar cores reais à minha paleta favorita
levantar meu poderoso martelo em direção aos deuses e balançar minhas garras
Eu vejo uma rachadura na calçada
um slideshow de seis civis segurando garrafas de gideon
sentados dentro de um meridiano torto
há uma casa de diversão ooh, um jato de sol
spray amarelo acima de sonhos amarelos de fundo
E crianças nos hidrantes
tiranos(?), eu vejo sirenes
a parede do padrão glamouroso
um pássaro morto, uma calçada torta
um ponto de ônibus de passageiros esperando para ter suas almas levadas ao trabalho
Eu vi os hábitos desleixados dos mensageiros de bicicleta
E abraço aquela boa erva a caminho de pacotes danificados, dependência
oh meu senhor, eu vejo caronas, todos a bordo
um parque de diversões onde um coração é um luxo
Eu vejo uma galáxia de gás aglomerada atrás daquelas portas pérolas
quem sabe eu devesse sentar na minha escada de incêndio um pouco mais.

Composição: