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Homens do Mundo

Agarrate Catalina

Hombres de Mundo

Los hombres de mundo saben todo y no saben nada.
Son falsos videntes, guías extraviados.
Respiran envidia, escupen mezquindad, bebiendo y repartiendo el veneno de la resignación.
Y entonces con la rebeldía domesticada, la podredumbre destroza los cerrojos de una casa, de una oficina, de un barrio, un gobierno, el mundo.
En un día, diez años, dos siglos, un segundo.
Sigan con lo suyo no vienen tan mal...
Hagan su trabajo hombres de mundo.

El mundo fue y será una porquería
ya lo sé.
Yo te puedo dar fé
que lo conozco bien.
Yo soy hombre de mundo,
yo te voy aconsejar.
Sentáte por acá;
calláte y escuchá.
Te falta conocer los desengaños
que te dan los años,
y eso es una ciencia.
Y a vos que sos un gil sin experiencia,
un par de cositas, te voy a decir.

Desde que este mundo es mundo
las cosas son como son.
Y no hay nada, te aseguro,
nada nuevo bajo el sol.
Ya vas a ver que eso es así.
Cuando vos fuiste yo ya volví.
¡Si habré visto papanatas
y vejigas como vos,
sacudiendo la melena y cantando rocanrol!
Pero al crecer, el chiquilín,
se puso un traje y un maletín.
A los dieciocho años
todos quieren ser el Ché.
Y después llegan las cuentas,
los botijas, los cuarenta
y se dejan de joder.

Yo conozco bien la gente
No hay derecho ni decente
Que no se lleve la de él
despertate no seas necio
cada cual tiene su precio
Que te caigas del trapecio
Todo el mundo vino a ver
Jugar limpio es peligroso
Arrimate al poderoso
que es más fácil arreglar
No te esfuerces por lo tuyo
Eso es cosa para giles

Avivate y destruile
El trabajo a los demás
Nadie te regala nada
No es negocio la franqueza
Aplastales la cabeza

No seas gil no des changuí
Ya te va a llegar el día
De mirarte en el espejo
descubriendo que los golpes
te volvieron malo y viejo
vas a comprender cansado
que te transformaste en mí

no te subas al trapecio
no regales tus abrazos
nunca mires a los ojos
nunca digas tu opinión
no llorés, no te conmuevas,
no perdones al caído
atacalo por la espalda
desconfiá de tus amigos
y aunque estes equivocado
nunca pidas el perdón

No hay manera de caerte
Si te quedás en el suelo
Ni que te desilusionen
Si no tenés ilusión
Si total van a bajarte
Para que intentar el vuelo
Vos no quieras nunca a nadie
Y nunca estarás de duelo
Pa que nadie te traicione
No abras nunca el corazón

Para que vas a arriesgarte
Si la tuya está segura
Para que cambiar el mundo
Si ya sabés que es así
Para que vas a pelearte
Con la enorme desventura
Si total van a enterrarte
Pa que probar la locura
La locura innecesaria
Y riesgosa de vivir.

Vivir,
aunque no sepas vivir
Aunque te cueste morir
Sobre estas tierras

Vivir,
en esta jungla infernal
Bajo un reloj demencial
Detrás de un sueño

Con la verdad
Como candil
Contra el traidor
Contra el servil

Nadie te puede decir adonde ir
Nadie te marca el destino
Nadie te puede enseñar como vivir
Nadie conoce el camino

Hombres de mundo preparan su festín
Van a pedir tu cabeza
Que cada buitre se lleve su botín
Me quedo con mi pobreza

Mi libertad
Mi cielo azul
Mi ángel guardián
La cruz del sur
Un corazón
Que compartir
La bendición
De ser feliz

Homens do Mundo

Os homens do mundo sabem tudo e não sabem nada.
São falsos videntes, guias perdidos.
Respiram inveja, cuspindo mesquinharia, bebendo e espalhando o veneno da resignação.
E então, com a rebeldia domesticada, a podridão destrói as fechaduras de uma casa, de um escritório, de um bairro, um governo, o mundo.
Em um dia, dez anos, dois séculos, um segundo.
Continuem com suas vidas, não estão tão mal...
Façam seu trabalho, homens do mundo.

O mundo foi e sempre será uma porcaria
já sei.
Eu posso te dar fé
que conheço bem.
Eu sou homem do mundo,
eu vou te aconselhar.
Senta aqui;
cala a boca e escuta.
Te falta conhecer as desilusões
que os anos trazem,
e isso é uma ciência.
E a você, que é um otário sem experiência,
umas coisinhas, eu vou te dizer.

Desde que esse mundo é mundo
as coisas são como são.
E não há nada, te garanto,
nada novo sob o sol.
Você vai ver que é assim.
Quando você foi, eu já voltei.
Se eu já vi idiotas
e bexigas como você,
sacudindo o cabelo e cantando rock'n'roll!
Mas ao crescer, o moleque,
colocou um terno e uma maleta.
Aos dezoito anos
todos querem ser o Che.
E depois vêm as contas,
os filhos, os quarenta
e param de se foder.

Eu conheço bem as pessoas
Não há direito nem decente
Que não leve a sua parte
acorda, não seja burro
todo mundo tem seu preço
Se você cair do trapézio
Todo mundo veio ver
Jogar limpo é perigoso
Chegue perto do poderoso
que é mais fácil resolver
Não se esforce pelo seu
Isso é coisa para otários.

Se liga e destrua
O trabalho dos outros.

Ninguém te dá nada
Não é negócio a sinceridade
Aperte a cabeça deles.

Não seja otário, não dê mole
Já vai chegar o dia
De se olhar no espelho
descobrindo que os golpes
te tornaram mau e velho
você vai entender cansado
que se transformou em mim.

não suba no trapézio
não dê seus abraços
nunca olhe nos olhos
nunca diga sua opinião
não chore, não se emocione,
não perdoe o caído
ataque-o pelas costas
desconfie dos seus amigos
e mesmo que esteja errado
nunca peça perdão.

Não há como cair
Se você ficar no chão
Nem se desiludir
Se não tem ilusão
Se no final vão te derrubar
Pra que tentar voar?
Você nunca ame ninguém
E nunca estará de luto
Pra que ninguém te traia
Nunca abra seu coração.

Pra que você vai se arriscar
Se a sua está segura?
Pra que mudar o mundo
Se já sabe que é assim?
Pra que brigar
Com a enorme desventura?
Se no final vão te enterrar
Pra que experimentar a loucura
A loucura desnecessária
E arriscada de viver.

Viver,
mesmo que não saiba viver
Mesmo que te custe morrer
Sobre estas terras.

Viver,
nesta selva infernal
Debaixo de um relógio insano
Atrás de um sonho.

Com a verdade
Como candeeiro
Contra o traidor
Contra o servil.

Ninguém pode te dizer aonde ir
Ninguém te marca o destino
Ninguém pode te ensinar como viver
Ninguém conhece o caminho.

Homens do mundo preparam seu festim
Vão pedir sua cabeça
Que cada urubu leve seu prêmio
Eu fico com minha pobreza.

Minha liberdade
Meu céu azul
Meu anjo da guarda
A cruz do sul
Um coração
Para compartilhar
A bênção
De ser feliz.