Temné Hory
Mocné hory tyèící se k obzoru,
z mrazivých dálek doléhá zpìv havranù.
Vláda temnot usedá na trùn,
noèní oblohou pøichází posel.
Smrtící záø proniká mou duší,
nekoneèný život proniká mezi prsty.
Smrtící dech ovanul mou tváø,
zkrvavìlé ruce skrývají mráz.
V chladných horách mocných bohù
vládne víra v utrpení,
smrtící znamení modravé tváøe,
utrpení v duši v tìle vládne chlad.
Mocné hory tyèící se k obzoru,
z mrazivých dálek doléhá zpìv havranù.
Vláda temnot usedla na trùn,
noèní oblohou pøišel posel.
Za svitu mìsíce v èerném dešti,
ležím v pusté krajinì, chladné a mrtvé.
Víra boha v srdce - skuèení vìtru,
cítím chlad zemì od nìkud z hlubin.
Hoøí, oblohou proniká záø.
Smrt dosedla na svùj trùn,
žár proniká mou duší,
ledová smr bièuje mou tváø.
Z chladných hor mocných bohù
pøichází vítr nesoucí bouøi,
zavátý snìhem v ledové hrobce
upadám do hlubin - chladných a tìžkých.
Montanhas Sombras
Montanhas poderosas se erguendo no horizonte,
do frio distante ecoa o canto dos corvos.
O governo das trevas se assenta no trono,
pela noite chega um mensageiro.
A luz mortal penetra minha alma,
a vida infinita escorrega entre os dedos.
O sopro da morte acariciou meu rosto,
mãos ensanguentadas escondem o frio.
Nas frias montanhas dos deuses poderosos
reina a fé no sofrimento,
o sinal mortal de um rosto azul,
o sofrimento na alma governa o frio no corpo.
Montanhas poderosas se erguendo no horizonte,
do frio distante ecoa o canto dos corvos.
O governo das trevas se assentou no trono,
pela noite chegou um mensageiro.
Sob a luz da lua na chuva negra,
deito-me em uma paisagem desolada, fria e morta.
A fé em Deus no coração - o lamento do vento,
sinto o frio da terra vindo das profundezas.
Queima, a luz penetra o céu.
A morte se assentou em seu trono,
o calor penetra minha alma,
a morte gelada açoita meu rosto.
Das frias montanhas dos deuses poderosos
vem o vento trazendo a tempestade,
soterrado pela neve em um túmulo gelado
eu caio nas profundezas - frias e pesadas.