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Passageiros II

Agualoca

Pasajeros II

Otra vez, ensordecido como entre la niebla
Me acompaña muy de cerca mi amiga soledad
¿Será que en el aturdimiento siento que ella se aleja
Y vuelvo a estar con los amigos que ya no están?

Brindo hoy, por los amigos que ya no están
Brindo hoy, por los amigos que ya no están

¿Por qué quedamos tan solos en medio de la gente
Que se a tornado demente y ríen en su maldad?
¿Por qué quedamos aun vivos en medio de esta muerte
Que reina incandescente y nos quiere cegar?

Brindo hoy, por los amigos que ya no están
Brindo hoy, por los amigos que ya no están

Cuando la melodía incendie hasta mi última neurona
Cuando tu sangre hierva y fluya como un volcán
Cuando tus manos tiemblen, victoreando otra derrota
Yo estaré pensando en ti desde algún otro lugar

Brindo hoy, por los amigos que ya no están
Brindo hoy, por los amigos que ya no están

Cuando te canses de oír a tanto falso profeta
Cuando te hayas rendido ante lo que no encontras jamás
Cuando no sepas que mas mentirle a tu alma cansada
Yo estaré pensando en ti desde algún otro lugar

Brindo hoy, por los amigos que ya no están (por Adrián Ibaro)
Brindo hoy, por los amigos que ya no están (por Daniel, El Cabezon de la Boca)
Brindo hoy, por los amigos que ya no están (por Ruli, por Ardilla, por los pibes de la calle Llavallol)
Brindo hoy, por los amigos que ya no están (¡y por todos los que descansan en el Cementerio de Villegas!)

Brindo hoy, por los amigos que ya no están (¡por los muertos de Malvinas)
Brindo hoy, por los amigos que ya no están (por los 30.000 desaparecidos de la dictadura militar)
Brindo hoy, por los amigos que ya no están (por los pibes y pibas de Cromañon)
Brindo hoy, por los amigos que ya no están (y por todos los casos de gatillo fácil!)

Brindo hoy, por los amigos que ya no están
Brindo hoy, por los amigos que ya no están
Brindo hoy, por los amigos que ya no están
Brindo hoy, por los amigos que ya no están

Passageiros II

Mais uma vez, ensurdecido como na neblina
Me acompanha bem de perto minha amiga solidão
Será que no aturdimento sinto que ela se afasta
E volto a estar com os amigos que já não estão?

Brindo hoje, pelos amigos que já não estão
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão

Por que ficamos tão sozinhos no meio da galera
Que se tornou demente e ri na sua maldade?
Por que ainda estamos vivos no meio dessa morte
Que reina incandescente e quer nos cegar?

Brindo hoje, pelos amigos que já não estão
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão

Quando a melodia incendiar até meu último neurônio
Quando seu sangue ferver e fluir como um vulcão
Quando suas mãos tremerem, celebrando outra derrota
Eu estarei pensando em você de algum outro lugar

Brindo hoje, pelos amigos que já não estão
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão

Quando você se cansar de ouvir tanto falso profeta
Quando você se render ao que nunca vai encontrar
Quando não souber mais o que mentir pra sua alma cansada
Eu estarei pensando em você de algum outro lugar

Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (pelo Adrián Ibaro)
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (pelo Daniel, o Cabeção da Boca)
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (pelo Ruli, pela Ardilla, pelos moleques da rua Llavallol)
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (e por todos que descansam no Cemitério de Villegas!)

Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (pelos mortos de Malvinas)
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (pelos 30.000 desaparecidos da ditadura militar)
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (pelos moleques e molecas do Cromañón)
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão (e por todos os casos de gatilho fácil!)

Brindo hoje, pelos amigos que já não estão
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão
Brindo hoje, pelos amigos que já não estão

Composição: Jorge "Pelado" Carpio