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Pequenino, Pequenino

Agustin Magaldi

Canillita, Canillita

Yo sé por qué tu vida es dolor
Tu vida tan pobre amarga y de hiel
La noche triste en que naciste
De sufrimientos llenó tu suerte cruel

Naciste sin caricias como flor
Que nace a la vida sin luz ni calor
Llorando penas; sin fe de vivir
Sin alma; sin nada, tan solo sufrir

Pobrecito canillita que por esas calles grita: La prensa, la nación
No tenés casa, ni cama; ni colchón
Las noches pasas en el helado umbral de un palacio y hay hielo en tu corazón
Pobrecito canillita como una flor que se marchita

Tu pobre madre que fuente de amor
Se fue para siempre, ¡ya no volverá!
Muriendo dijo algo muy triste
Algo que nunca te has de olvidar

Naciste sin caricias como flor
Que nace a la vida sin luz ni calor
Llorando penas sin fe de vivir
Sin alma; sin nada, tan solo sufrir

Pequenino, Pequenino

Eu sei por que sua vida é dor
Sua vida tão pobre, amarga e cheia de fel
A noite triste em que você nasceu
De sofrimentos encheu sua sorte cruel

Você nasceu sem carinho, como uma flor
Que vem à vida sem luz nem calor
Chorando tristezas; sem fé de viver
Sem alma; sem nada, só a sofrer

Pobrezinho, pequenino, que por essas ruas grita: A imprensa, a nação
Você não tem casa, nem cama; nem colchão
As noites você passa no frio do umbral de um palácio e há gelo no seu coração
Pobrezinho, pequenino, como uma flor que murcha

Sua pobre mãe, que era fonte de amor
Se foi para sempre, já não voltará!
Morrendo, disse algo muito triste
Algo que você nunca vai esquecer

Você nasceu sem carinho, como uma flor
Que vem à vida sem luz nem calor
Chorando tristezas, sem fé de viver
Sem alma; sem nada, só a sofrer

Composição: Antonio Botta-Tomás de Bassi