395px

Canto de Ausência

Agustin Magaldi

Canto de Ausencia

Tu ausencia me ha encerrado entre las sombras
Oscura realidad de mi abandono
¡Me llaman desde el alba las alondras!
¡Y hundido en mi dolor; ya no las oigo!

El eco de tu voz volvió cien veces
Tu mano en mi portal mintió un retorno
Brillando para mí, soñé tus ojos
Visión de soledad y de dolor

Canto
Y sus pasos ya no vuelven
A rodar por mi camino
Canto
Y en sus manos las caricias
Ya no tiemblan para mi
Canto
Por el cielo de sus ojos
Sin amor y sin estrellas

Por su ausencia; cerrazón en mi esperanza
Por su amor que está dormido más allá de mis mañanas
Por su olvido soledad de noche larga
Por su voz que ya no canta
Por el sueño que murió

Escrito en un poema
Está su nombre
Colgada en la pared, su cara buena
Sus cartas escondidas en un cofre

Y en un libro de verlaine sus azucenas
Y junto a la orfandad de mis tristezas
Buscando la humildad de sus rincones
Está la sombra larga de su ausencia
Visión de soledad y de dolor

Canto
Y sus pasos ya no vuelven
A rodar por mi camino
Canto
Y en sus manos las caricias
Ya no tiemblan para mi
Canto
Por el cielo de sus ojos
Sin amor y sin estrellas

Por su ausencia cerrazón en mi esperanza
Por su amor que está dormido más allá de mis mañanas
Por su olvido soledad de noche larga
Por su voz que ya no canta
Por el sueño que murió

Canto de Ausência

Sua ausência me prendeu entre as sombras
Realidade escura do meu abandono
Me chamam desde a aurora as andorinhas!
E afundado na minha dor; já não as ouço!

O eco da sua voz voltou cem vezes
Sua mão na minha porta mentiu um retorno
Brilhando pra mim, sonhei seus olhos
Visão de solidão e de dor

Canto
E seus passos já não voltam
A rolar pelo meu caminho
Canto
E em suas mãos as carícias
Já não tremem pra mim
Canto
Pelo céu dos seus olhos
Sem amor e sem estrelas

Por sua ausência; fechamento na minha esperança
Por seu amor que está adormecido além das minhas manhãs
Por seu esquecimento solidão de noite longa
Por sua voz que já não canta
Pelo sonho que morreu

Escrito em um poema
Está seu nome
Pendurado na parede, seu rosto bonito
Suas cartas escondidas em um baú

E em um livro de Verlaine suas lírios
E junto à orfandade das minhas tristezas
Buscando a humildade dos seus cantos
Está a sombra longa da sua ausência
Visão de solidão e de dor

Canto
E seus passos já não voltam
A rolar pelo meu caminho
Canto
E em suas mãos as carícias
Já não tremem pra mim
Canto
Pelo céu dos seus olhos
Sem amor e sem estrelas

Por sua ausência fechamento na minha esperança
Por seu amor que está adormecido além das minhas manhãs
Por seu esquecimento solidão de noite longa
Por sua voz que já não canta
P pelo sonho que morreu

Composição: Homero Manzi-Maruja Pacheco Huergo