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Na Rua

Agustin Magaldi

En La Calle

Así te quería ver: Maldita; sola y botada
Valiendo menos que nada; como tenía que ser
Así con esa mirada; triste y sin fulgor ni vida
De nadie correspondida y por todos despreciada
De nadie correspondida y por todos despreciada

Sin saber adónde ir; ni a quién buscar
Con el fato de este horrible padecer
Ya cansada de sufrir y de llorar
Sin hogar y sin amor; mala mujer

Así te quería ver; convertida en un guiñapo
Como si fueras un trapo; que nadie quiere saber
Así; por eso él así: Muerta de hambre y demacrada
Como basura tirada; calle abajo frente a mi
Como basura tirada; calle abajo frente a mi

Para darte a comprender que mi perdón
Desde el día de tu fuga yo te di
Pues sabía que era mío tu corazón
Y eso quiero solamente yo de ti
Así te quería ver: Pobrecita; ¡ven a mí!

Na Rua

Assim que eu queria te ver: Maldita; sozinha e jogada
Valendo menos que nada; como tinha que ser
Assim com esse olhar; triste e sem brilho nem vida
De ninguém correspondida e por todos desprezada
De ninguém correspondida e por todos desprezada

Sem saber pra onde ir; nem a quem procurar
Com o peso desse horrível sofrimento
Já cansada de sofrer e de chorar
Sem lar e sem amor; mulher sem valor

Assim que eu queria te ver; transformada em um trapo
Como se fosse um pano; que ninguém quer saber
Assim; por isso ele assim: Morta de fome e acabada
Como lixo jogado; rua abaixo na minha frente
Como lixo jogado; rua abaixo na minha frente

Pra te fazer entender que meu perdão
Desde o dia da sua fuga eu te dei
Pois sabia que era seu meu coração
E isso é tudo que eu quero de você
Assim que eu queria te ver: Coitadinha; vem pra mim!

Composição: Carlos Vieco-Tartarín Moreira