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Pôr do Sol

Agustin Magaldi

Puesta de Sol

Te has quedado sola sin ser madrecita
El tiempo con hondas arrugas surcó
Tu cara divina, ¡pobre mujercita!
Me da mucha pena tu puesta de Sol

Pobre solterona ¡dejá que se rían!
De tus nobles canas y de tu dolor
Yo siempre en tu frente pondré una azucena
Como una caricia del perdido amor

Detrás de los vidrios contemplas las calles
Del barrio que un día tu infancia miró
Quien iba a creerlo que tú la más buena
Quedarás sin novio y sin ilusión

Hojeas la novela que en tus mocedades
Fue la preferida por sentimental
Y como una angustia solamente quedan
Húmedas las puntas de tu delantal

Te hieren los chicos del barrio al decirte que
Vistiendo santos los días pasás
Dejálos que digan sus torpes decires
¿Para qué te afliges? ¿para qué llorás?

Pobre solterona ¡tu idilio fue un sueño!
En vano esperaste a aquel que pasó
Noviecita buena sin hijos ni dueño
Me da mucha pena tu puesta de Sol

Pôr do Sol

Você ficou sozinha sem ser mamãe
O tempo com rugas profundas passou
Seu rosto divino, pobrezinha!
Me dá muita pena seu pôr do sol

Pobre solteirona, deixa eles rirem!
Das suas nobres madeixas e da sua dor
Eu sempre na sua testa vou pôr uma flor
Como um carinho do amor que se foi

Atrás das janelas você observa as ruas
Do bairro que um dia sua infância viu
Quem diria que você, a mais boazinha
Ficaria sem namorado e sem ilusão?

Você folheia o romance que na sua juventude
Foi o preferido por ser sentimental
E como uma angústia só restam
Úmidas as pontas do seu avental

As crianças do bairro te ferem ao dizer que
Vestindo santos, os dias você passa
Deixa eles falarem suas tolices
Pra que se aborrecer? Pra que chorar?

Pobre solteirona, seu idílio foi um sonho!
Em vão você esperou por aquele que passou
Namoradinha boa, sem filhos nem dono
Me dá muita pena seu pôr do sol

Composição: Enrique Cadícamo / Fausto Frontera