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Pano Velho

Agustin Magaldi

Trapo Viejo

Yo soy trapo viejo
Así se me nombra
Yo soy una sombra
Del guapo que fue
Y al oír de las gentes
Decirme ¡canejo!
Ahí va trapo viejo
Me da no sé qué

Y ayer cuando firme mi brazo se alzaba
Y a pérdida echaba mi vida un querer
Se oyó a los muchachos guapos
Allá en la ribera decir: Con Contrera, no van a poder

Los años pasaron; tan pronto se fueron
Mis bríos cayeron; mi fama también
Y hoy solo el comento de aquellas hazañas
Se mezcla entre cañas en un almacén

Allí donde triste guitarra rezonga
La vieja milonga que entona un cantor
Y al traer en sus versos; mi triste recuerdo
A solas me muerdo con hondo rencor

Quién sabe si mañana; si el recuerdo queda
Los taitas en rueda comenten mi haber
Y haciendo mi historia se escuche: ¡Canejo!
Decir: trapo viejo; fue el guapo de ayer

Pano Velho

Eu sou pano velho
Assim me chamam
Eu sou uma sombra
Do bonito que fui
E ao ouvir das pessoas
Me chamarem de canejo!
Aí vai pano velho
Me dá um aperto no peito

E ontem, quando firme, meu braço se erguia
E eu jogava minha vida em um querer
Se ouviu os rapazes bonitos
Lá na beira dizer: Com o Contrera, não vão conseguir

Os anos passaram; tão rápido se foram
Meu ânimo caiu; minha fama também
E hoje só o comentário daquelas façanhas
Se mistura entre canas em um armazém

Ali onde a triste guitarra ressoa
A velha milonga que entoa um cantor
E ao trazer em seus versos; minha triste lembrança
Sozinho eu me mordo com profundo rancor

Quem sabe se amanhã; se a lembrança ficar
Os velhos em roda comentem meu passado
E fazendo minha história se ouça: Canejo!
Dizer: pano velho; foi o bonito de ontem

Composição: Agustín Magaldi-Pedro noda / Benjamín Tagle Lara