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Eu Te Lembro, Mãe

Agustin Magaldi

Yo Te Recuerdo Madre

Madre de mi alma siempre llorando
Recuerdo el beso de tu querer
El beso santo que rebosando
De amor y vida me diste ayer
Placer y gloria; dulce sonrisa
Tierno murmullo me dio tu amor
Hoy solo juego con las cenizas
De aquellas flores de tu verdor

¡Oh madre mía! ¡que mundo bello!
Entre tus brazos siempre soñé
Hoy triste vago con fatal sello
Por negra senda yo seguiré

Madre, en mis noches de crueles horas
Veo el retrato de nuestro ayer
Y al ver doradas; bellas auroras
Que hoy son oscuras, ¡no sé qué hacer!

Triste recuerdo; cuando era niño
Tras de las flores corriendo fui
Y entre las rosas con gran cariño
Mi tierno beso madre te di
¡Hoy todo ha muerto! ¡Todo ha cambiado!
Triste recuerdo solo quedó
Tu abandonada; yo abandonado
Tú agonizando; muriendo yo

Yo soy la sombra que va de errante
Por la pampa mustia y sin flor
Tú eres la madre que delirando
Llorando logra darme dolor

El cruel destino madre de mi alma
Que nos separa sin compasión
Tú siempre lloras sin hallar calma
¡Yo tengo muerto ya el corazón!

Eu Te Lembro, Mãe

Mãe da minha alma, sempre a chorar
Lembro do beijo do seu amor
O beijo sagrado que transbordando
De amor e vida me deu ontem
Prazer e glória; doce sorriso
Terno murmúrio me deu seu amor
Hoje só brinco com as cinzas
Daquelas flores do seu verdor

Oh, minha mãe! Que mundo lindo!
Entre seus braços sempre sonhei
Hoje triste vago com selo fatal
Por senda escura eu seguirei

Mãe, nas minhas noites de horas cruéis
Vejo o retrato do nosso ontem
E ao ver auroras douradas e belas
Que hoje são escuras, não sei o que fazer!

Triste lembrança; quando era criança
Atrás das flores eu corria
E entre as rosas, com muito carinho
Meu terno beijo, mãe, te dei
Hoje tudo morreu! Tudo mudou!
Triste lembrança só ficou
Você abandonada; eu abandonado
Você agonizando; eu morrendo

Eu sou a sombra que vai errante
Pela pampa murcha e sem flor
Você é a mãe que delirando
Chorando consegue me dar dor

O cruel destino, mãe da minha alma
Que nos separa sem compaixão
Você sempre chora sem encontrar calma
Eu já tenho o coração morto!

Composição: Agustín Magaldi-Pedro noda