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Um Cara Estranho

Ahmet Kaya

Bir Acayip Adam

suphi suphi bir acayip adam
suphi suphi benim caným ciðerim
kimse bilmez nereli olduðunu
suphi suphi bir acayip adam

suphi suphi susar akþama doðru
bir cebinde daskapital
bir cebinde daskapital
bir cebinde kenevir tohumu
suphi suphi bir acayip adam

suphi suphi benim caným ciðerim
fýrtýnadan arta kalmýþ bir teknede
tevekkül içinde görkemli sakalý
ve iðleti paltasýyla
gizlediði macerasýyla
bir acayip adam yaþardý
akþamlarý susardý ben konuþsam kýzardý

bir sürgün kasabasýydý
bir eski zamandý hazirandý
çocuktum evden kaçmýþtým
gelip ona sýðýnmýþtým
küçücük bir koydu sýðdý

burayý keþfeden belki oydu
uzaktan kasabanýn ýþýklarý yanardý
içim anneyle dolardý aðlardým
suphi þöyle bir göz atardý
gizli bir cigara sarardý aðlardý
sonra barýþýrdýk ben fülüt çalardým
cigara sönerdi aðlardýk
nerden geldiðini bilmezdim
kimsesizdi belki kimliksizdi

onun macerasý onu ilgilendirirdi
kimseye iliþmezdi
birþeylere küfrederdi hep
tedirgin bir balýk gibi uyurdu
bazen kaybolurdu arardým
yaðmurun altýnda dururdu
bir kalýn kitabý vardý cebinde dururdu
hergün okurdu ben birþey anlamazdým
kapaðýný seyreder duymazdým
sakallý bir resimdi kimdi
nekadar mütebessimdi

sordum birgün suphiye
söylediklerini niye anlamýyorum diye
bildiklerini dedi yüzleþtir hayatla
ve sýnamaktan korkma
doðruyla yanlýþý ozaman anlayabilirsin
ve onu anlýyabilirsin sonra gülerdi
günlerim yüzlerce ayrýtýyý merak etmekle geçerdi
sonra yine akþam olurdu suphi susardý
ben konuþsam kýzardý tekneye martýlar konardý
yüreðim suphiye yanardý aðlardým
suphi denize tükürürdü gökyüzünü tarardý að

bir sürgün kasabasýydý
bir eski zamandý hazirandý
çocuktum evden kaçmýþtým
gelip ona sýðýnmýþtým
bir gün aksilik oldu annem beni buldu
suphi kaçýp kayboldu
kasaba çalkalandý olay oldu
ben sustum kaným dondulardý
sonra barýþýrdýk ben fülüt çalardým
yýldýz kayardý aðlardýk
suphi suphi bir acayip adam
suphi suphi benim caným ciðerim

kimse bilmez nereli olduðunu
suphi suphi bir acayip adam
suphi suphi susar akþama doðru
bir cebinde daskapital
bir cebinde daskapital
bir cebinde kenevir tohumu

suphi suphi bir acayip adam
suphi suphi benim caným ciðerim
polisler onu bulduðunda tekti felaketti
herkes meydanda birikti
karakoldan içeri girerken sanki maðrur bir tüfekti
ansýzýn dönüp bana baktý anladýn mý dedi
anladým dedim anladým
ve o günden sonra hiç bir zaman hiç bir yerde hiç aðlamadým

Um Cara Estranho

suphi suphi um cara estranho
suphi suphi meu coração, meu querido
ninguém sabe de onde ele veio
suphi suphi um cara estranho

suphi suphi fica quieto até a noite chegar
num bolso tem um capital
num bolso tem um capital
num bolso tem semente de maconha
suphi suphi um cara estranho

suphi suphi meu coração, meu querido
num barco que sobrou da tempestade
com sua barba majestosa em meio à espera
e seu casaco de aventura
com suas histórias escondidas
um cara estranho vivia
à noite ele ficava em silêncio, se eu falasse ele corava

era uma cidade de exílio
um tempo antigo, era junho
eu era criança, tinha fugido de casa
e me escondido com ele
um lugar minúsculo cabia

talvez ele fosse quem descobriu isso
de longe as luzes da cidade brilhavam
meu coração se enchia de saudade, eu chorava
suphi dava uma olhada
enrolava um cigarro, eu chorava
então nos entendíamos, eu tocava flauta
o cigarro apagava, eu chorava
não sabia de onde vinha
era solitário, talvez sem identidade

suas aventuras eram só dele
não se misturava com ninguém
ele sempre xingava alguma coisa
dormia como um peixe inquieto
às vezes desaparecia, eu procurava
ficava embaixo da chuva
tinha um livro grosso no bolso
lê-lo todo dia, eu não entendia nada
ficava olhando a capa, não ouvia nada
era uma imagem de um homem barbudo
quão sorridente ele era

um dia perguntei ao suphi
por que não entendia o que ele dizia
"o que você sabe, enfrente a vida"
e "não tenha medo de tentar"
"só assim você pode entender o certo do errado"
e "você pode entendê-lo" então ele ria
meus dias passavam me perguntando sobre centenas de detalhes
então a noite chegava, suphi ficava em silêncio
se eu falasse, ele corava, os gaivotas pousavam no barco
meu coração ardia por suphi, eu chorava
suphi cuspia no mar, olhava para o céu

era uma cidade de exílio
um tempo antigo, era junho
eu era criança, tinha fugido de casa
e me escondido com ele
um dia aconteceu algo, minha mãe me encontrou
suphi fugiu e desapareceu
a cidade ficou agitada, virou um alvoroço
eu fiquei em silêncio, meu sangue congelou
então nos entendíamos, eu tocava flauta
as estrelas caíam, eu chorava
suphi suphi um cara estranho
suphi suphi meu coração, meu querido

ninguém sabe de onde ele veio
suphi suphi um cara estranho
suphi suphi fica quieto até a noite chegar
num bolso tem um capital
num bolso tem um capital
num bolso tem semente de maconha

suphi suphi um cara estranho
suphi suphi meu coração, meu querido
quando a polícia o encontrou, foi um desastre
todo mundo se aglomerou na praça
quando ele entrou na delegacia, parecia um rifle orgulhoso
de repente ele se virou e me olhou, "entendeu?" ele disse
"entendi" eu disse, "entendi"
e desde aquele dia, nunca mais chorei em lugar nenhum.