Chaque Jour
REFRAIN
Chaque jour qui passe, j'entends les sornettes, hors d'ta bouche qui m'lassent
Qui me laissent un goût amer, j'pleure pas sur mon sort, lâche !
Un jour j'promis à Dieu d'garder l'sourire si j'mens sors
Encore filiforme ! mon rap est pur denué de silicone
Ma vie simili-conne, plate, sans rebonds
Stade, maison, école, images depeintes par les pupilles d'un mini-gone
Bonne place, celle d'un gosse discret
Epié scruté le monde adulte, les va et viens et les biz si secrets
Moi j'parle seulement, d'mon propre chef, pas sous la menace
Car j'crains aucun humain, et ici bas sur terre Dieu seul est mon chef
Chaque jour qui passe j'entends les sales news, et ma sono qui blaste
Des langues qui s'paralysent, en live et des vieux cons qui s'flasquent
Comme si nos coeurs s'jouaient au Balckjack
Etrange feeling, que j'transcrits en ces lignes, rimes stranges, félines
On voudrait m'faire dire que j'kiffe le luxe ! mate le paradoxe
Les mêmes me traitrent de p'tit mendiant au V-lux, moi
J'baise les pieds d'personne, j'demeure brut comme au début
A niveau different la vie est rude comme au début
C'est ça à chaque jour sa peine où chaque jour a son cortège de veine
Chacun porte sa poubelle, moi-même j'ai mon cortège de bennes.
REFRAIN
Chaque jour qui passe, le stress me laisse hélas guère de place mec
J'suis las des guerres de classe, mic à la main j'm'évade
hors d'mon corps limites physiques, surnage comme une vague
Emporte avec un beat physique et comme une dague stabe
Quand j'aime j' fais le vide, puis mon stylo danse, selon mon humeur
Lyrix denses ! démagogie l'corps, ma bouche sa tumeur
Pas d'pédagogie, sincérité seule, vrai jusqu'à lagonie
Pas d'copinage gratuit, j'marche à l'analogie,
Vraiment chaque jour qui passe, j'vois vos sourires ce sont mes peurs qui s'cassent
Le fait qu'on peut vous faire du mal, c'est mon regard qui's'glace
Dans vos yeux j'vois l'Océan, la vie pétille, j'voulois dire que c'est en,
Essayant qu'on s'fonde un art de vie seyant
Optimiste je l'suis sûr, Voilà mes repères
Non j'ai pas l'droit d'être pessimiste maintenant en tant qu'père
Bienvenue my baby boo, nouveau pan d'vie encore un tout petit bout
An 2000 LA COSCA connaît l'baby boom
J'ai fait une O.D d'gris donc un temps j'vis rouge
Mais l'vert m'a sauvé, parole divine faite pour un caractère mauvais
Et j'fis mes classes, seul dans le brouhaha, isolé d'mes pairs le mic mon gun
Unique issue pour jarter hors d'ce trou à rat
Tout à l'arrach', pas grave ! passion livrée tout à la rage
87, dans mes mains : premiers lyrix de FAF LA RAGE, hommage
aux frères d'armes, iota alpha, voue mon amour, à ceux qui ont pavé ma route, chaque jour
REFRAIN
Cada Dia
REFRÃO
Cada dia que passa, ouço as besteiras, da sua boca que me cansam
Que me deixam um gosto amargo, não choro pelo meu destino, covarde!
Um dia prometi a Deus manter o sorriso se eu me sair bem
Ainda magro! meu rap é puro, sem silicone
Minha vida é meio sem graça, plana, sem altos e baixos
Estádio, casa, escola, imagens pintadas pelos olhos de um mini-guri
Bom lugar, o de um garoto discreto
Observando o mundo adulto, os vai e vens e os segredos tão ocultos
Eu só falo, por conta própria, não sob ameaça
Porque não temo nenhum humano, e aqui na terra, só Deus é meu chefe
Cada dia que passa, ouço as notícias ruins, e meu som que explode
Línguas que se paralisam, ao vivo e velhos babacas que se esgotam
Como se nossos corações jogassem Blackjack
Estranho sentimento, que transcrevo nessas linhas, rimas estranhas, felinas
Querem me fazer dizer que eu curto o luxo! olha o paradoxo
Os mesmos me chamam de mendigo no V-lux, eu
Não me ajoelho pra ninguém, continuo bruto como no começo
Em nível diferente, a vida é dura como no início
É isso, cada dia sua dor, onde cada dia tem seu cortejo de sorte
Cada um carrega seu lixo, eu mesmo tenho meu cortejo de lixos.
REFRÃO
Cada dia que passa, o estresse me deixa, infelizmente, pouco espaço, cara
Estou cansado das guerras de classe, microfone na mão, eu me evado
Fora do meu corpo, limites físicos, flutuo como uma onda
Levo com um beat físico e como uma adaga afiada
Quando amo, eu faço o vazio, então minha caneta dança, conforme meu humor
Letras densas! demagogia no corpo, minha boca é um tumor
Sem pedagogia, sinceridade apenas, verdadeiro até a agonia
Sem amizade gratuita, ando na analogia,
Realmente, cada dia que passa, vejo seus sorrisos, são meus medos que se quebram
O fato de que podemos te machucar, é meu olhar que se gela
Nos seus olhos vejo o Oceano, a vida brilha, eu queria dizer que é assim,
Tentando que a gente funde uma arte de vida adequada
Otimismo eu sou, isso é certo, aqui estão meus pontos de referência
Não, não tenho o direito de ser pessimista agora como pai
Bem-vindo, meu baby boo, novo pedaço de vida, mais um pedacinho
Ano 2000, A COSCA conhece o baby boom
Fiz uma overdose de cinza, então por um tempo vivi em vermelho
Mas o verde me salvou, palavra divina feita para um caráter ruim
E fiz minha classe, sozinho no barulho, isolado dos meus pares, o mic é minha arma
Única saída para sair desse buraco de rato
Tudo na raça, não tem problema! paixão entregue toda na raiva
87, nas minhas mãos: primeiras letras de FAF LA RAGE, homenagem
aos irmãos de armas, iota alpha, dedico meu amor, àqueles que pavimentaram meu caminho, cada dia
REFRÃO