Déjà Les Barbelés
Intro :
Alors que la justice tutoie les coupables
Alors que là-bas, la faim reste l'arme de destruction massive
Alors que les policiers corrigent tes convictions à coup de bâton
Et que les lobbies scientifiques s'imposent comme des nouveaux inquisiteurs
Alors qu'on vit sous surveillance
Et que l'économie détruit nos droits fondamentaux
Tu voudrais qu'on ôte la vie à un homme pour quelques mots déplacés
Déjà les barbelés
Akhenaton :
J'voulais être aut' chose qu'un chanteur à la mode
Et vivre à leur dépend, gratter les allocs à la fraude
Là où dans ces rues ça s'défonçait à la colle
Alors j'ai pris une plume avec Imhotep à la prod
Tracé mon chemin, guidé par c'qui bat à ma gauche
Changement de cap, désormais on tape jusqu'à la cloche
Révolution, briser les principes de la prose
Retourner les portées partant de la ronde à la croche
L'habitude voulait qu'autour on se pète à l'alcool
Réglant nos différents sur un parking noir à la fauve
Mais j'ai pris ma destinée, l'ai livré à ma cause
Traînant surtout à Bagneux, Montrouge et Malakoff
MRS, Toulon, bien souvent jusqu'à la côte
Exportant l'essence d'un p'tit rital né à la Rose
Eux croyaient qu'on était fait qu'pour la maraude
Ça maronne, fils de Rome, on a mis sa rafale à la Gaule
Puis miser sur nos lyrix et pas dans la com'
Pour que nos sons soient plus forts de ceux mis dans l'I-Pod
Que du strict poser sur les plages de l'album
Si loin de leurs promesses et si proche de Malcolm
Ils ont placé des zigzags, on l'a fait à la corde
Et souhaitaient voir nos écrits allongés à la morgue
Des proches, y'a pas eu d'aide, l'unité et l'amour
Sont dead, dès lors chacun ici pense à sa pomme
J'me shoote au hip hop même quand j'ai pas la forme
Passerai leur mirador pour l'heure j'n'en ai pas la force
J'emplis mon lit de vie jusqu'à ras bord
Demande ma part de ciel devant le grillage jusqu'à la mort
REFRAIN :
Qui veut avancer avoir à tout défoncer
On sent déjà les pics des barbelés
Et pour qui sort des traits du modèle de base français
On sent déjà les pics des barbelés
Où est la liberté quand il n'y a qu'un mode de pensée ?
On sent déjà les pics des barbelés
On est tous fichés au rang des rêveurs insensés
On sent déjà les pics des barbelés
Sako :
Eté 2005, l'air est plus froid qu'un hiver 54
Justice, Eglise et politique plongent la main dans le sac
Aux yeux des gamins notant l'acte, s'en tapent 5 sans tact
Quand le peuple affamé implorent leurs divers saints en plâtres
La misère cinglante frappe et c'est une fin en soi
Le gouvernement n'empêchera qu'il y ait de moins en moins d'emplois
Le but est évident : rendre l'habitant pénitent
Et maintenir le parti de ce putain président résident
Dans la presse, bien et mal s'articulent en axes
Forçant le sensationnel, on manipule vos angoisses
Le CAC 40 chute comme le monde compte ses défunts
C'est encore de votre faute, tout le monde le dit sur TF1
Plein d'orgueil, on est fier de cette démocratie
Où le bonheur n'est qu'à crédit, en vitrine, une démo gratis
Tout ce qu'on en retient vraiment c'est sa précarité
Ainsi que les arriérés de paiement plus les pénalités
Alors la distance entre rêve et réalité
On l'oublie en rêvant devant la télé-réalité
Et c'est ainsi depuis mes bleus, mes dents et mes couches
A force de vieillir sous le feu, le sang et le joug
On s'habitue de vivre de peu, de manque et de roustes
Et à ces barbelés fait de Bleu, de Blanc et de rouge
Je sais que je ne changerai rien à rapper ces quelques rimes
Mais continuer à la croire, c'est là qu'on commet le crime
(Refrain)
Já os Fios de Ariane
Intro :
Enquanto a justiça toca os culpados
Enquanto lá longe, a fome é a arma de destruição em massa
Enquanto os policiais corrigem suas convicções na porrada
E os lobbies científicos se impõem como novos inquisidores
Enquanto vivemos sob vigilância
E a economia destrói nossos direitos fundamentais
Você gostaria que tirássemos a vida de um homem por algumas palavras fora de lugar
Já os fios de arame farpado
Akhenaton :
Eu queria ser algo além de um cantor da moda
E viver às custas deles, sacar a grana na fraude
Lá onde nessas ruas a galera se perdia na cola
Então peguei uma caneta com Imhotep na produção
Tracei meu caminho, guiado pelo que bate à minha esquerda
Mudança de rumo, agora a gente bate até a campainha
Revolução, quebrar os princípios da prosa
Virar as pautas, saindo da redonda pra crochê
O hábito queria que a gente se afundasse no álcool
Resolvendo nossas tretas num estacionamento escuro e selvagem
Mas eu peguei meu destino, entreguei à minha causa
Ficando principalmente em Bagneux, Montrouge e Malakoff
MRS, Toulon, muitas vezes até a costa
Exportando a essência de um 'p'tit rital' nascido na Rose
Eles achavam que éramos feitos só pra vagabundar
Isso é maré, filho de Roma, metemos a rajada na Gália
Então apostamos nas nossas letras e não na grana
Pra que nossos sons sejam mais altos que os que vão no I-Pod
Só o estrito posando nas praias do álbum
Tão longe das promessas e tão perto de Malcolm
Eles colocaram ziguezagues, a gente fez na corda
E desejavam ver nossos escritos estendidos na morgue
Dos próximos, não teve ajuda, a unidade e o amor
Estão mortos, desde então cada um aqui pensa na sua
Eu me embriago de hip hop mesmo quando não tô bem
Passarei pelo mirante deles, por enquanto não tenho força
Encho minha cama de vida até transbordar
Peço minha parte de céu diante da grade até a morte
REFRÃO :
Quem quer avançar tem que quebrar tudo
Já sentimos os espinhos dos fios de arame farpado
E pra quem sai dos padrões do modelo francês
Já sentimos os espinhos dos fios de arame farpado
Onde está a liberdade quando só existe um modo de pensar?
Já sentimos os espinhos dos fios de arame farpado
Estamos todos fichados na lista dos sonhadores insensatos
Já sentimos os espinhos dos fios de arame farpado
Sako :
Verão de 2005, o ar é mais frio que um inverno de 54
Justiça, Igreja e política metem a mão no saco
Aos olhos das crianças anotando o ato, se lixam 5 sem tato
Quando o povo faminto implora seus diversos santos em gesso
A miséria cortante atinge e é um fim em si mesmo
O governo não vai impedir que haja cada vez menos empregos
O objetivo é claro: tornar o morador um penitente
E manter o partido desse puto presidente residente
Na imprensa, bem e mal se articulam em eixos
Forçando o sensacionalismo, manipulamos suas ansiedades
O CAC 40 despenca enquanto o mundo conta seus mortos
É mais uma vez sua culpa, todo mundo diz isso na TF1
Cheios de orgulho, estamos orgulhosos dessa democracia
Onde a felicidade é só a crédito, na vitrine, uma demo grátis
Tudo que realmente lembramos é sua precariedade
Assim como os atrasos de pagamento mais as penalidades
Então a distância entre sonho e realidade
Esquecemos sonhando diante da televisão
E é assim desde meus roxos, meus dentes e minhas fraldas
A força de envelhecer sob o fogo, o sangue e o jugo
Nos acostumamos a viver com pouco, com falta e com porrada
E a esses fios de arame feitos de Azul, Branco e Vermelho
Eu sei que não mudarei nada ao rimar essas poucas rimas
Mas continuar a acreditar, é aí que cometemos o crime
(Refrão)