carta a mi papá
Mírame a tus ojos negros
¿Por qué siempre me esperas así?
Sentado en tu sillón de cuero
Con una copa de vino, y te vi
Estás sentado en la ventana superior
Mirando el pasto que tú nunca habías regado
Sé que te esmeras por mostrarme el interior
De baldosas rotas de las que tú me has hablado
Quiero que te sientas mal
Por todas las veces que tú no has llegado
Me duele que no heredé más
Que tu apellido y un teclado
Y si me encuentro con tus fotos de Pucón
O de esos viajes por los que tú me has llevado
Te juro que se olvida todo este dolor
Que de pequeña siempre a mí, tú me has causado
Y estás sentado en la ventana superior
Mirando el pasto que tú nunca habías regado
Sé que te esmeras por mostrarme el interior
De baldosas rotas de las que tú me has hablado
Mírame a tus ojos negros
¿Por qué siempre me esperas así?
carta para o meu pai
Olhe nos meus olhos escuros
Por que você sempre me espera assim?
Sentado na sua poltrona de couro
Com uma taça de vinho, e eu te vi
Você está sentada na janela de cima
Olhando para a grama que você nunca regou
Eu sei que você está se esforçando para me mostrar o interior
Dos azulejos quebrados sobre os quais você me falou
Quero que você se sinta mal
Por todas as vezes que você não apareceu
Me dói não ter herdado mais
Do que seu sobrenome e um teclado
E se eu encontrar suas fotos de Pucón
Ou dessas viagens que você me levou
Te juro que esqueço toda essa dor
Que desde pequena você sempre me causou
Você está sentada na janela de cima
Olhando para a grama que você nunca regou
Eu sei que você está se esforçando para me mostrar o interior
Dos azulejos quebrados sobre os quais você me falou
Olhe nos meus olhos escuros
Por que você sempre me espera assim?