Bliuz prostogo cheloveka
Vchera ia shel domoj - krugom byla vesna.
Ego ia vstretil na uglu, i v nem ne ponial ni khrena.
Sprosil on: "Byt' ili ne byt'?"
I ia skazal: "Idi ty na...!"
My vse bezhim v labaz, prodrav glaza edva.
Komu-to mil portvejn, komu milej trava.
Ty p'esh' svoj malen'kij dvojnoj
I govorish' slova.
Pust' kto-to rubit les, ia soberu drova;
Pust' mne daiut odin, ia zaberu vse dva;
Voz'mu vershki i koreshki -
Beri sebe slova.
Ty voesh', slovno volk;
Ty stonesh', kak sova;
Ty ryshchesh', slovno rys' -
Ty khochesh' znat' svoi prava;
Slova, slova i vnov' slova;
Odnim vazhny slova, drugim vazhnee golova.
Blues de um cara comum
Ontem eu voltei pra casa - a primavera estava por toda parte.
Eu o encontrei na esquina, e nele não entendi nada.
Ele perguntou: "Ser ou não ser?"
E eu disse: "Vai se danar!"
Todos nós corremos pro bar, com os olhos quase fechando.
Pra alguns, uma cerveja é tudo, pra outros, a grama é mais legal.
Você toma seu pequeno drink duplo
E fala suas palavras.
Deixa alguém derrubar a árvore, eu vou juntar a lenha;
Deixa me darem um, eu levo dois;
Vou pegar os galhos e as raízes -
Fica com suas palavras.
Você se move como um lobo;
Você grita como uma coruja;
Você se esgueira como uma linça -
Você quer saber seus direitos;
Palavras, palavras e mais palavras;
Pra uns, palavras são tudo, pra outros, a cabeça é mais importante.