Chernyj Brakhman
Kogda letnij tuman pakhnet v'iugoj,
Kogda s neba kroshitsia trukha,
Kogda druga prirezhet podruga,
I zheleznaia vzdrognet sokha,
Ia odin ne teriaiu spokojstva,
Ia odin ne pru protiv rozhna.
Mne ne nuzhno ne pushek ni vojska,
I rodnaia strana ne nuzhna.
Chto mne laskovyj shepot zasady,
Chto mne zhalobnyj klekot vraga?
Ia ne zhdu ot tiranov nagrady,
I ne priachu ot nikh piroga.
U menia za malinovoj dal'iu,
Na dalekoj lesnoj storone,
Spit liubimaia v malen'koj spal'ne
I vo sne govorit obo mne...
Ej ne nuzhny ni ved'my ni sud'i,
Ej ne nuzhno ni plakat' ni pet',
Mezhdu levoj i pravoiu grud'iu
Na tsepochke u nej moia smert'.
Pust' ekhidny i diad'ki s kriukami
V'iutsia po nebu, slovno groza -
Chernyj brakhman s shest'iu miasnikami
Okhraniaet rodnye glaza.
Prekrashchajsia nemedlenno, v'iuga,
Vozvrashchajsia na nebo, trukha.
Voskreshaj svovo druga, podruga,
Ne grusti, dorogaia sokha.
U menia za malinovoj dal'iu,
Ravnoznachnaia vechnoj vesne,
Spit liubimaia v malen'koj spal'ne,
I vo sne govorit obo mne,
Vsegda govorit obo mne.
Caminho Sombrio
Quando a neblina de verão sopra do sul,
Quando do céu cai a sujeira,
Quando a amiga corta o amigo,
E a sombra de ferro estremece,
Eu sozinho não perco a calma,
Eu sozinho não me curvo à dor.
Não preciso de armas nem de exército,
E minha terra natal não me importa.
Que me importa o sussurro suave da armadilha,
Que me importa o lamento do inimigo?
Não espero recompensas de tiranos,
E não me escondo deles como um covarde.
Lá atrás, além do framboesa,
Do outro lado da floresta distante,
Dorme a amada no pequeno quarto
E em sonho fala de mim...
Ei, não preciso de bruxas nem juízes,
Ei, não preciso chorar nem cantar,
Entre o peito esquerdo e o direito
Na corrente está minha morte.
Que os maldosos e os avós com ganchos
Se enrosquem no céu, como um trovão -
O caminho sombrio com seis carniceiros
Protege meus olhos queridos.
Cessa imediatamente, nevasca,
Retorne ao céu, sujeira.
Ressuscite seu amigo, amiga,
Não fique triste, querida sombra.
Lá atrás, além do framboesa,
Igual à eterna primavera,
Dorme a amada no pequeno quarto,
E em sonho fala de mim,
Sempre fala de mim.