Den' Pervyj
I byl den' pervyj, i ptitsy vzletali iz ruk tvoikh;
I veter pakh gretskim orekhom,
No ne smel tronut' gub tvoikh,
I polden' dlilsia pochti chto trinadtsatyj chas;
I ty skazal slovo, i mne pokazalos',
Chto slovo bylo zhivym;
I poodal' v teni
Ona ulybalas', kak detiam, gliadia na nas;
I posle teni domov lozhilis' pod nogi, uznav tebia,
I khoziajki domov zazhigali svechi, zazvav tebia;
I, kak igolku v kompase, tebia bila drozh' ot ikh glaz;
I oni skhodilis' pod tvoj pritsel,
Ne znaia, chto vidish' v nikh ty,
No gotovye zhdat',
Chtoby pochuvstvovat' slovo eshche odin raz.
Te, kto liubiat tebia, molchat - teper' ty stal luchshe ikh,
A tvoi mertvetsy zhdut vnizu,
No edva li ty vpustish' ikh;
I zhonglery na ploshchadi schitaiut kazhdyj tvoj chas;
No nikto iz nikh ne skazhet tebe
Togo, chto ty khochesh' znat':
Kak sdelat' tak,
Chtoby uvidet' ee eshche odin raz?
Dia Primeiro
E foi o dia primeiro, e os pássaros voavam das suas mãos;
E o vento cheirava a noz-pecã,
Mas não ousou tocar seus lábios,
E a tarde durou quase até a décima terceira hora;
E você disse uma palavra, e eu pensei,
Que a palavra estava viva;
E na sombra
Ela sorria, como crianças, olhando pra nós;
E depois da sombra, as casas se deitaram aos nossos pés, ao te reconhecer,
E as donas de casa acendiam velas, chamando por você;
E, como uma agulha na bússola, você sentia o tremor dos olhares;
E eles se reuniam sob seu olhar,
Sem saber o que você via neles,
Mas prontos para esperar,
Para sentir a palavra mais uma vez.
Aqueles que te amam, silenciam - agora você se tornou melhor que eles,
E seus mortos esperam lá embaixo,
Mas mal você os deixará entrar;
E os malabaristas na praça contam cada uma das suas horas;
Mas nenhum deles te dirá
O que você quer saber:
Como fazer para
Ver ela mais uma vez?