Ehlektricheskij pes
Dolgaia pamiat' khuzhe, chem sifilis,
Osobenno v uzkom krugu.
Takoj vakkhanalii vospominanij
Ne pozhelat' i vragu.
I stareiushchij iunosha v poiskakh kajfa
Leleet v zrachkakh svoikh vechnyj vopros,
I polivaet vinom, i otkuda-to sboku
S pritsel'nym vniman'em gliadit ehlektricheskij pes.
I my nesem svoiu vakhtu v prokurennoj kukhne,
V shliapakh iz per'ev i trusakh iz svintsa,
I esli kto-to izdokh ot udush'ia,
To otriad ne zametil poteri bojtsa.
I splochennost' riadov est' svidetel'stvo druzhby -
Ili strakha sdelat' svoj sobstvennyj shag.
I nad kukhnej-zamkom vozvyshenno reet
Pokhozhij na plavki i pakhnushchij plesen'iu flag.
I u kazhdogo zdes' est' izliublennyj metod
Privodit' v dvizhen'e siiaiushchij prakh.
Gitaristy leleiut svoi fotosnimki,
A poehty torchat na chuzhikh nomerakh.
No sami davno zvoniat lish' drug drugu,
Obsuzhdaia, naskol'ko prekrasen nash krug.
A ehtot pes vgryzaetsia v steny
V vechnom poiske novykh i laskovykh ruk.
No zhenshchiny - te, chto mogli byt', kak sestry, -
Krasiat iadom rabochuiu ploskost' nogtej,
I vo vsem, chto dvizhetsia, vidiat sopernits,
Khotia uveriaiut, chto vidiat bliadej.
I ot takikh proiavlenij liubvi k svoim blizhnim
Mne stanovitsia strashno za rassudok i nrav.
No ehtot pes ne chuzhd paradoksov:
On vliublen v ehtikh zhenshchin,
I s ego tochki zren'ia on prav.
Potomu chto drugie zdes' ne vdokhnovliaiut
Ni na zhizn', ni na smert', ni na neskol'ko
strok;
I odin s izumleniem smotrit na Zapad,
A drugoj s vostorgom gliadit na Vostok.
I kazhdyj uzhe desiat' let uchit roli,
O kotorykh let desiat' kak stoit zabyt'.
A ehtot pes smeetsia nad nami:
On ne zaniat voprosom, kakim i zachem emu byt'.
U ehtoj pesni net kontsa i nachala,
No est' ehpigraf - neskol'ko fraz:
My vyrosli v pole takogo napriaga,
Gde liuboe ustrojstvo sgoraet na raz.
I, logicheski myslia, sej pes nevozmozhen -
No on zhiv, kak ne snilos' i nam, mudretsam.
I druz'ia menia sprosiat: •O kom ehta pesnia?"
I ia otvechu zagadochno: •Akh, esli b ia znal ehto sam..."
Canção Elétrica
Memória longa é pior que sífilis,
Principalmente em um círculo fechado.
Uma valsa de lembranças
Nem ao inimigo eu desejaria.
E o jovem envelhecendo em busca de prazer
Paira em seus olhos a eterna questão,
E rega com vinho, e de algum lugar ao lado
Com atenção focada observa a canção elétrica.
E nós carregamos nossa carga na cozinha empoeirada,
Com chapéus de penas e calças de chumbo,
E se alguém desmaiar de sufoco,
A tropa não percebe a perda do soldado.
E a união das fileiras é testemunho de amizade -
Ou o medo de dar o próprio passo.
E acima da cozinha-castelo ressoa
Semelhança com um manto e cheirando a mofo.
E cada um aqui tem seu método querido
De fazer brilhar a poeira em movimento.
Os guitarristas exibem suas fotos,
E os poetas se destacam em números alheios.
Mas há muito já tocam apenas um ao outro,
Discutindo o quão lindo é nosso círculo.
E essa canção se crava nas paredes
Na eterna busca por novas e carinhosas mãos.
Mas as mulheres - aquelas que poderiam ser irmãs -
Pintam a superfície de trabalho com veneno,
E em tudo que se move, veem concorrentes,
Embora afirmem que veem apenas amigas.
E de tais manifestações de amor aos próximos
Fico com medo pelo juízo e moral.
Mas essa canção não é estranha a paradoxos:
Ela ama essas mulheres,
E de seu ponto de vista, ela está certa.
Porque os outros aqui não inspiram
Nem para a vida, nem para a morte, nem para algumas
linhas;
E um olha para o Ocidente com espanto,
Enquanto o outro observa o Oriente com entusiasmo.
E cada um já há dez anos ensaia papéis,
Sobre os quais há dez anos deveria esquecer.
E essa canção ri de nós:
Ela não se ocupa da questão de como e por que existir.
Essa canção não tem começo nem fim,
Mas há um epígrafe - algumas frases:
Crescemos em um campo de tal tensão,
Onde qualquer dispositivo queima em um instante.
E, pensando logicamente, essa canção é impossível -
Mas ela vive, como não sonhamos, nós, sábios.
E os amigos me perguntam: 'Sobre quem é essa canção?'
E eu respondo enigmaticamente: 'Ah, se eu soubesse...'