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Elizaveta

Akvarium

Elizaveta

U Elizavety dva druga:
Kon', i tot, kto vo sne.
Za shtorami vechnyj pokoj, shelest dozhdia,
A tam, kak vsegda, voskresen'e,
I svechi, i prazdnik,
I leto, i smekh,
I to, chto nel'zia...

Skazhi mne, zachem togda
Statui padali vniz, v provoda,
Zachem my strelialis' i shli
Gorlom na plet'?
Ona polozhila
Mne palets na guby,
I shepchet: "Delaj, chto khochesh',
No molchi, slova - ehto smert';
Ehto smert'..."

I nashi tela raspakhnutsia, kak dveri,
I - vverkh, v nebesa,
Tuda, gde privol'no letet',
Plavno skol'zia.
A tam, kak vsegda, voskresen'e,
I svechi, i prazdnik,
I leto, i smekh,
I to, chto nel'zia;
To, chto nel'zia...

Elizaveta

U Elizaveta, dois amigos:
Um cavalo, e aquele que está no sonho.
Atrás das cortinas, um quarto eterno, o sussurro da chuva,
E lá, como sempre, é domingo,
E velas, e festa,
E verão, e risadas,
E aquilo que não se pode...

Diga-me, pra que então
As estátuas caíam, se enroscaram,
Por que atiramos e fomos
Pela garganta ao pescoço?
Ela colocou
Um dedo nos meus lábios,
E sussurra: "Faça o que quiser,
Mas não fale, palavras - isso é morte;
Isso é morte..."

E nossos corpos se abrirão, como portas,
E - para cima, para os céus,
Lá onde se pode voar livremente,
Deslizando suavemente.
E lá, como sempre, é domingo,
E velas, e festa,
E verão, e risadas,
E aquilo que não se pode;
Aquilo que não se pode...

Composição: