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Guarda Sergeev

Akvarium

Storozh Sergeev

Zelenaia lampa i griaznyj stol,
I pravila nad stolom.
Storozh Sergeev gliadit v stakan
I dumaet o bylom;
No vot prikhodiat k nemu druz'ia,
Prervav ego myslej khod.
I bystro vlivaiut portvejna litr
Storozhu priamo v rot.

Druz'ia prishli k nemu nesprosta,
Projdia ne odnu verstu.
Oni zhelaiut videt' ego
Na boevom postu.
I storozh Sergeev, prezrev svoj dolg,
Lovit besedy nit';
I stavit stul'ia druz'iam svoim,
Poskol'ku im negde pit'.

I on govorit s nimi do utra,
Zabyv obojti svoj dvor.
On p'et, ne gliadia sovsem na dver',
Kuda mog zabrat'sia vor;
No noch' prokhodit, prikhodit den',
Kak v mire zavedeno,
I storozh Sergeev upal pod stol,
Dopiv do kontsa vino.

Zelenaia lampa gorit chut'-chut',
I smenshchik uzh chas kak zdes'.
A storozh Sergeev edva vstaet,
Sinij s pokhmel'ia ves'.
I on, triasias', vykhodit za dver',
Ne znaia eshche kuda;
Zhelaet piva i lech' pospat'
Skromnyj geroj truda.

Guarda Sergeev

Luz verde e mesa suja,
E regras sobre a mesa.
Guarda Sergeev olha pro copo
E pensa no passado;
Mas aí chegam os amigos,
Interrompendo seu pensar.
E logo despejam um litro de vinho
Na boca do guarda.

Os amigos não vieram à toa,
Percorrendo mais de uma milha.
Eles querem vê-lo
No posto de combate.
E o guarda Sergeev, lembrando do dever,
Tenta puxar conversa;
E coloca cadeiras pros amigos,
Já que não têm onde beber.

E ele fala com eles até de manhã,
Esquecendo seu quintal.
Ele bebe, sem olhar pra porta,
Pra onde o ladrão poderia ir;
Mas a noite passa, o dia chega,
Como é comum no mundo,
E o guarda Sergeev caiu sob a mesa,
Terminando de beber o vinho.

A luz verde brilha fraquinho,
E o trocador já faz tempo que tá aqui.
E o guarda Sergeev mal consegue se levantar,
Todo azul de ressaca.
E ele, tremendo, sai pela porta,
Sem saber ainda pra onde;
Desejando uma cerveja e um pouco de sono,
Um humilde herói do trabalho.

Composição: