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Três Irmãs

Akvarium

Tri sestry

Tri sestry, tri sozdaniia nezhnykh
V put' dalekij sobralis' odnazhdy, -
Otyskat' sred' prostorov bezbrezhnykh
Tot rodnik, chto spasaet ot zhazhdy.
U poroga prostivshis', rasstalis'
I otpravilis' v dal'nie dali.
Imia pervoj - Liubov', a vtoraia - Mechta,
A Nadezhdoj posledniuiu zvali.

A Liubov' pokoriala prostranstva,
Vse stremilas' k izmenchivoj tseli,
No ne vynesla nepostoianstva
I ee uberech' ne sumeli.
I ostalos' sester tol'ko dvoe, -
Po doroge bredut, kak i prezhde.
I kogda vnov' i vnov' umiraet liubov'
Ostaiutsia mechta i nadezhda.

A Mechta, ne snizhaia poleta,
Do zavetnoj do tseli dostala.
I, dostav, voplotilas' vo chto-to,
No mechtoj uzhe byt' perestala.
I ostalas' Nadezhda poslednej
Po doroge bredet, kak i prezhde.
Pust' umrut vnov' i vnov' i mechta i liubov'
Pust' menia ne ostavit nadezhda.

A segodnia okoncheny sroki,
Vsem obeshchano divnoe leto.
Otchego zhe my tak odinoki?
Otchego nas raznosit po svetu?
Tol'ko v samykh dalekikh predelakh
Odnogo ia proshu, kak i prezhde:
Chto by zhit' i dyshat' i liubit' i mechtat'
Pust' menia ne ostavit nadezhda.

Três Irmãs

Três irmãs, três criações suaves
Em um caminho distante se reuniram, -
Para encontrar, entre os espaços sem fim,
Aquela fonte que alivia a sede.
Na porta, se despedindo, se separaram
E partiram para longe, para o além.
O nome da primeira - Amor, a segunda - Sonho,
E a última chamavam de Esperança.

E o Amor conquistou os espaços,
Sempre buscando um alvo incerto,
Mas não suportou a instabilidade
E não conseguiram protegê-la.
E ficaram só duas irmãs, -
Pela estrada vagam, como antes.
E quando de novo e de novo o amor morre
Ficam o sonho e a esperança.

E o Sonho, sem diminuir o voo,
Chegou ao seu alvo tão desejado.
E, ao alcançar, se concretizou em algo,
Mas já não era mais um sonho.
E ficou a Esperança, a última
Pela estrada vagando, como antes.
Que o sonho e o amor morram de novo e de novo
Que a esperança não me abandone.

E hoje os prazos se esgotaram,
A todos foi prometido um verão maravilhoso.
Por que somos tão solitários?
Por que nos dispersam pelo mundo?
Só nos confins mais distantes
Um pedido eu faço, como antes:
Para viver, respirar, amar e sonhar
Que a esperança não me abandone.

Composição: