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Siddhartha

Al Safir

Siddhartha

Ha, va
Yah
No se anda por las ramas, gambito de dama
Lo que ayer fue diversión, hoy adicción y drama
Saranana, se deja las ganas para mañana
Lo suelta poco a poco como desde la ventana (de nada)
Amores perros de esos que sangran
Pasión de puta y ratero, amor, amor de rambla
Con la misma que abrí puertas, pelo gambas
Con un puñal en el pecho como randa
Son randalfs, decimal slang, mi gang mi banda
Yo no me sé vestir, así que me enfundo un chándal
Si me alcanzan que me corten las alas
Porque si vuela el halcón, el pichón se queda en casa
En benidorm vendiendo gabra
No somos los mismos niños, los tiempos cambian

Zorra, tú no tienes palabras
Yo tengo una gata que araña, tú un perro que ladra
Pero cada uno se queda en su casa
Ya tú sabes que los gatos y las perras no casan
Los gatos cazan, voy con la tanita de balanza
La furgoneta llena, nena, no son mudanzas
No tengo suerte, soy el elegido
No quiero volver al juzgado ni de testigo
No tengo amigos, yo tengo familia
Mi gente, cinco jotas, puta, vega sicilia
Una puñalada en la mejilla, en el corazón, cien en la espalda

Dame buenas cartas
Siete flores como siddhartha
Tu puto nombre como antimantra
Tiene tu coño, mami, algo que me imanta
Igual que tienen tus ojos algo que me achanta (¿quién?)
Quién es el joker y quién batman (yo soy el joker y tú batman)
Bajo cero ma, cero absoluto
Me pongo a rapear y soy el chulo de esos putos
Misión, subir tres puntos
Soy yo contra yo, 27 años de pulso (ah)
Más duro que condena a pulso
Me llaman dragunov, porque soy un fusil ruso
Te abro mi corazón, hoy no te engatuso
Lo que yo no me esperaba, amor, era este abuso

Siddhartha

Ha, vai
Yah
Não fica de frescura, gambito de dama
O que ontem era diversão, hoje é vício e drama
Saranana, deixa a vontade pra amanhã
Solta devagarzinho como se fosse pela janela (de nada)
Amores complicados, desses que machucam
Paixão de vagabundo e ladrão, amor, amor de rua
Com a mesma que abri portas, cabelo de camarão
Com uma faca no peito como se fosse randa
São randalfs, gíria decimal, minha gangue, minha banda
Eu não sei me vestir, então me enfio num agasalho
Se me pegarem, que me cortem as asas
Porque se o falcão voa, o pichão fica em casa
Em Benidorm vendendo gabra
Não somos mais as mesmas crianças, os tempos mudam

Cadela, você não tem palavras
Eu tenho uma gata que arranha, você um cachorro que late
Mas cada um fica na sua casa
Já sabe que gatos e cachorras não se casam
Os gatos caçam, vou com a tanita de balança
A van cheia, neném, não são mudanças
Não tenho sorte, sou o escolhido
Não quero voltar ao tribunal nem como testemunha
Não tenho amigos, eu tenho família
Minha galera, cinco jotas, puta, vega sicília
Uma facada na bochecha, no coração, cem nas costas

Me dá boas cartas
Sete flores como Siddhartha
Seu nome merda como antimantra
Tem algo no seu corpo, mami, que me atrai
Assim como seus olhos têm algo que me deixa sem ação (quem?)
Quem é o joker e quem é o batman (eu sou o joker e você é o batman)
Abaixo de zero, ma, zero absoluto
Começo a rimar e sou o garanhão desses putos
Missão, subir três pontos
Sou eu contra eu, 27 anos de pulso (ah)
Mais duro que condena a pulso
Me chamam dragunov, porque sou um fuzil russo
Te abro meu coração, hoje não te engano
O que eu não esperava, amor, era esse abuso

Composição: Al Safir