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Leva-me

Alan

Llévame

A rumbo abierto, caminar;
acrucijada frente a mí;
mis aguas miran hacia el mar,
pero no sé por dónde ir;
un rio manso debo ser
para el desierto atravesar;
la arena es máscara en mi piel
y me deforma la verdad.

No soy quien soy, si voy
cambiando nombre por deseo;
no sé quién soy si hoy
me busco el rostro y no me veo.
Llévame a tus aguas,
llévame a cruzar;
que esta sed me duele;
llévame, llévame...

Llévame en tus brazos
como un vendaval,
en tu lluvia verde
llévame, llévame.

El cielo espeso, negro el sol,
una tormenta y una cruz,
el viento agita mi dolor
y busco en vano el agua luz;
pero en mi aliento seguiré
hasta encontrar mi identidad;
y entre la lluvia descubrir
que el aire huele a libertad.

No soy quien soy; si voy
cambiando nombre por deseo;
no sé quien soy si hoy
no doy un paso sobre el fuego...
Llévame a tus a aguas....
Y al llegar al fondo
de mi soledad
dame al fin la vida;
libertad, libertad.

Leva-me

A caminho aberto, vou andar;
na encruzilhada aqui estou;
minhas águas olham pro mar,
mas não sei pra onde ir;
um rio calmo eu devo ser
pra atravessar o deserto;
a areia é máscara na minha pele
e me distorce a verdade.

Não sou quem sou, se vou
trocando nome por desejo;
não sei quem sou se hoje
procuro meu rosto e não me vejo.
Leva-me pras tuas águas,
leva-me pra atravessar;
que essa sede me dói;
leva-me, leva-me...

Leva-me em teus braços
como um vendaval,
na tua chuva verde
leva-me, leva-me.

O céu denso, sol negro,
uma tempestade e uma cruz,
o vento agita minha dor
e busco em vão a luz da água;
mas no meu fôlego seguirei
até encontrar minha identidade;
e entre a chuva vou descobrir
que o ar cheira a liberdade.

Não sou quem sou; se vou
trocando nome por desejo;
não sei quem sou se hoje
não dou um passo sobre o fogo...
Leva-me pras tuas águas....
E ao chegar no fundo
da minha solidão
dá-me enfim a vida;
liberdade, liberdade.

Composição: