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Lamento Campesino

Alanna Jardim

Letra

    Se o meu sono não vem
    Há tempo nessas madrugadas
    E até a alvorada
    Fico na varanda olhando
    Ao longe a imensidão
    Do campo em infinitude
    E aqui dentro rude
    Esta dor que vai matando
    Se ao menos as lembranças
    Não viessem com o vento
    Que zomba agourento
    Pelas frestas do ranchinho
    A triste melodia
    Desde o dia em que partiste
    Deixando só e triste
    O meu coração vazio

    E onde estará?
    Em que campo, em que querência?
    Talvez com a mesma ardência
    Da paixão que nos consumiu
    Porém se assim fosse
    Estarias a meu lado
    Sorvendo o mesmo amargo
    Que um dia nos uniu

    E a triste melodia
    Que o vento assovia
    Por vezes se confunde
    Aos acordes da guitarra
    Que tal qual o teu corpo
    Eu afago com meus dedos
    E deitada em meu colo
    Por vezes em mim se agarra
    E este som campesino
    Que é um lamento ensimesmado
    É o jeito machucado
    Que encontrei para as minhas penas
    Meu canto como um vulto
    Então liberto vagueia
    Como um potro ferido
    Por entre as açucenas


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