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Viajante Compulsivo

Albano Carrisi

Commesso Viaggiatore

La faccia da bambina ma aveva già l'età
lei non lo conosceva ma lo sognava già
lui chiese "vuoi ballare?"
lei lo guardò e arrossì lui le comprò un anello
poi chiese "andiamo?"
e lei disse "sì"
sua madre non voleva ma lei non ubbidì
suo padre già russava perciò non la sentì
c'era la luna piena che illunimò la via
non ci pensò due volte
prese la sola valigia e fuggì
la corsa alla stazione col cuore in gola, lei
la sosta in pensione passioni scatenò
poi il freddo del mattino un bacio ancora cercò
ma una rosa rossa sul grande letto
ormai vuoto trovò
a volte lei ricorda
quel primo ballo, e poi quella bambina ingenua
che ancora dorme in lei mentre dal marciapiede
aspetta chi verrà non riesce a cancellare
io suo passato lasciato nel sud.

Viajante Compulsivo

A cara de menina, mas já tinha a idade
ela não o conhecia, mas já sonhava com ele
ele perguntou: "Quer dançar?"
e ela olhou e corou, ele lhe comprou um anel
então perguntou: "Vamos?"
e ela disse: "Sim"
sua mãe não queria, mas ela não obedeceu
seu pai já roncava, por isso não a ouviu
havia lua cheia que iluminou o caminho
ela não pensou duas vezes
pegou a única mala e fugiu
correndo pra estação, com o coração na garganta, ela
a parada na pensão despertou paixões
então o frio da manhã, um beijo ainda procurou
mas uma rosa vermelha na grande cama
já vazia encontrou
às vezes ela se lembra
daquele primeiro baile, e depois daquela menina ingênua
que ainda dorme dentro dela enquanto na calçada
espera quem vai chegar, não consegue apagar
o seu passado deixado no sul.

Composição: