El sereno
Latigo del delincuente es implacable con la chusma
es el azote del chorizo es el terror del criminal
tiene un ojo de criisstal
Y su turno ronda de noche ya podes dormir tranquilo
alguien vela por tus sueños alguien cuida de tu barrio
el es el sereno
Ya empezo la ronda
les advierte al vecindario que nadie se pase un pelo
pos cualquiera es sospechoso y su peor enemigo quien se cruze en su camino
el siempre va escupiendo al suelo y alguien dijo que su casa
se la hizo unos cimientos con ladrillos y desechos de ese muro
del antiguo paredon
Y cuando la luz de una farola baña su triste presencia
fijense que hasta la luna se esconde a cagar estrellas
no no no no no no no no,
la luna no riela no no no no no
la luna no riela no no no no no
Y dicen que las cucarachas son todas sus confidentes
van registrando las casas y espiando a la gente
luego les chivan al sereno los trapos sucios del barrio
detras de cada hombre honrado siempre existe algun chanchullo algun ladron o algun pecado
tiene al barrio acojonao
todo el mundo esta fichao
Y no es el sherif ni el alcalde ni el mas rico ni el mas fuerte no es un gran terrateniente
pero como pulga se sacude y a machitos y a gallitos que pretendan destronarle
y el nunca hace prisioneros y no le queda ningun enemigo que haya sobrevivido
el acosa a las muchachas el molesta las abuelitas igual que un hombre de la justicia
tortura y hasta asesina
Pero como cada cerdo tiene su dia de san martin
tambien la tuvo el sereno una noche muy curiosa pone baba siendo abril
y esa noche como siempre cuando acabo la jornada le ordeno al sol que saliera mato un gallo que cantaba
entro al bar y pidio al barman shshshshs eh!, mi carajillo de ron
Y parecia una peluqueria con sus rulos y sus chismes con su revistas y cotillas
pero tras del guardaropilla es donde se encondia la tapadera
donde estaban reunidas una antigua liga extendida de un comando feminista extremista fundamentalista
constituido ahora en comando itinerante activista terrorista feminista
La pajita mas cortita mas cortita le toco a la tontita de blanquita
seria ella quien lo haria seria ella quien lo mataria
seria ella quien haria justicia la tontita la mosquita muerta de blanquita
y el sereno ajeno a todo pego un trago al carajillo se rasco el ojo de vidrio
y cuando de reojo en el espejo vio el reflejo de blanquita
supo que era su asesina supo que estaba perdido supo que estaba vendido
pues tenia la otra mano, en el bolsillo
Y aguanto con mucha hombria las balas y puñaladas
desgarrandole las tripas la prostatá el perone y la pituritaria
joder que mala ostia que tenia la blanquita esa carita de tontita gritandole al vecindario
venganza libertad al tirano muerto !!
venganza al tirano muero
Y aunque parezca curioso nadie salio a celebrarlo
se hizo silencio espontaneo respetuoso y macabro
solo roto por el llanto un bebe recien nacido pidiendo su biberon
siempre la misma cancion, siempre la misma cancion
y todo el mundo fue al entierro no se sabe si por miedo por respeto o cobardia
a ver que pasa si el sereno al tercer dia resucita
y el ayuntamiento en pleno declaro tres dias de luto
la asociacion de vecinos condeno al asesinato
el sereno era un cabron !!
pero en el fondo tambien tenia corazon
No le ocurrio la misma suerte a la tontita de blanquita que fue presa y fue linchada y
fue colgada boca abajo en ese arbol que florece con meada de los perros callejeros
se prohibe comer carne de su cuerpo
decretaba la asamblea de los viejos pajarracos carroñieros
Este cruel asesinato rompio el orden ecologico del barrio
mierda de revolucion, mierda de revolucion !!!
lloraremos al sereno con respeto y amagargura
y su cara de hijo de puta no la olvidaremos nunca.
O Vigilante
O chicote do criminoso é implacável com a vagabundagem
é o castigo do ladrão, é o terror do marginal
tem um olho de cristal
E sua ronda acontece à noite, já pode dormir tranquilo
alguém vigia seus sonhos, alguém cuida do seu bairro
ele é o vigilante
Já começou a ronda
avisa a vizinhança que ninguém pode vacilar
pois qualquer um é suspeito e seu pior inimigo é quem cruzar seu caminho
ele sempre cospe no chão e alguém disse que sua casa
foi feita com tijolos e restos daquele muro
do antigo paredão
E quando a luz de um poste ilumina sua triste presença
vejam que até a lua se esconde pra não brilhar estrelas
não, não, não, não, não, não, não, não,
a lua não brilha, não, não, não, não, não
a lua não brilha, não, não, não, não, não
E dizem que as baratas são todas suas confidentes
vão revistando as casas e espionando a galera
depois contam pro vigilante os podres do bairro
por trás de cada homem honrado sempre existe algum esquema, algum ladrão ou algum pecado
tem o bairro amedrontado
todo mundo tá fichado
E não é o xerife, nem o prefeito, nem o mais rico, nem o mais forte, não é um grande latifundiário
mas como pulga se sacode e dá uma lição em quem tentar destroná-lo
e ele nunca faz prisioneiros e não sobra nenhum inimigo que tenha sobrevivido
ele persegue as garotas, incomoda as vovós, igual a um homem da justiça
tortura e até assassina
Mas como todo porco tem seu dia de São Martinho
também o vigilante teve uma noite muito curiosa, em abril
e naquela noite, como sempre, quando acabou o expediente, mandou o sol sair, matou um galo que cantava
entrou no bar e pediu pro barman shshshshs eh!, meu carajillo de rum
E parecia um salão de beleza com seus rolos e suas fofocas, com suas revistas e bisbilhoteiros
mas atrás do guarda-roupa é onde se escondia a tapadeira
donde estavam reunidas uma antiga liga de um comando feminista extremista fundamentalista
constituído agora em comando itinerante ativista terrorista feminista
A palha mais curta, mais curta, caiu na tontinha da Branquinha
seria ela quem faria, seria ela quem mataria
seria ela quem faria justiça, a tontinha, a mosquinha morta da Branquinha
e o vigilante, alheio a tudo, tomou um gole do carajillo, coçou o olho de vidro
e quando de relance no espelho viu o reflexo da Branquinha
soube que era sua assassina, soube que estava perdido, soube que estava vendido
pois tinha a outra mão no bolso
E aguentou com muita bravura as balas e facadas
desgarrando suas tripas, a próstata, o fêmur e a pituitária
caramba, que raiva tinha a Branquinha, aquela carinha de tontinha gritando pra vizinhança
vingança, liberdade ao tirano morto!!
vingança ao tirano, morra
E embora pareça curioso, ninguém saiu pra comemorar
fez-se um silêncio espontâneo, respeitoso e macabro
só quebrado pelo choro de um bebê recém-nascido pedindo seu mamadeira
sempre a mesma canção, sempre a mesma canção
e todo mundo foi ao enterro, não se sabe se por medo, por respeito ou covardia
a ver o que acontece se o vigilante ressuscitar no terceiro dia
e a câmara municipal declarou três dias de luto
a associação de moradores condenou o assassinato
o vigilante era um canalha!!
mas no fundo também tinha coração
Não teve a mesma sorte a tontinha da Branquinha que foi presa e linchada e
foi pendurada de cabeça pra baixo naquela árvore que floresce com a urina dos cães de rua
é proibido comer carne do seu corpo
decretava a assembleia dos velhos urubus
Esse cruel assassinato quebrou a ordem ecológica do bairro
merda de revolução, merda de revolução!!!
vamos chorar pelo vigilante com respeito e amargura
e sua cara de filho da puta nunca esqueceremos.