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El Panuelito

Albertinho Fortuna

Letra

    Guardo, o lencinho branco,
    Que te ofertei, bordado de ternura,
    Aos olhos teus, foi quase nada,
    Memória apagada, num gesto de adeus,
    Tal, como aqui deixaste,
    Quando a sorrir,
    Tu me abandonaste,
    Há de ficar, com a lembrança,
    E a vã esperança,
    De ver-te voltar,

    Num lenço de seda, suspiros guardei,
    Num lenço de seda, meu pranto enxuguei,
    Num lenço de seda, meu drama escrevi,
    Num lenço de seda, o amor que eu perdi.

    Um simples lencinho, comigo viveu,
    Um simples lencinho, comigo sofreu,
    Um simples lencinho, guardou tanta dor,
    E guarda o carinho, do meu grande amor.

    Ele foi, ele há de ser,
    Companheiro da paixão,
    Quantas vezes a tremer,
    Eu o aperto ao coração.

    Bordado tem, o nome teu,
    Nome que é mesmo, o único bem,
    Deito há chorar, juro por Deus,
    Julgo beijar os lábios teus.

    A, tarde estava triste,
    Quando a sorrir,
    Sem perceber partiste,
    Sem perceber, como eu chorava,
    O lenço apertava, querendo esconder,
    Não, nem por um momento,
    Viste o horror,
    Do meu padecimento,
    Ai, meu temor, ai, meu segredo,
    O lenço em meus dedos, crispados de dor.

    Composição: Frederico Esposito / Haroldo Barbosa. Essa informação está errada? Nos avise.

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