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A Vida

Alberto Cortez

La Vida

La Vida llega, se va la vida
Como una rueda gira que gira
Distribuyendo la fecundidad
La desventura y la felicidad
Inagotables de su manantial, la vida
Llega de pronto y entra sin llamar,
Cuando se va no dice a donde va
Es la frontera de la eternidad, la vida.

Me gusta el aire de la mañana
Cuando me asalta por la ventana
Y me recuerda cada amanecer
Que sigo vivo tanto o mas que ayer
Que tengo todo el mundo por tener la vida
Y que las cosas a mi alrededor
Son consecuencia de lo que yo soy
Que a cada quien le paga su valor... la vida.

Me crecen alas cuando tu mano
tibia y amante toma mi mano
y ya no tengo miedo de volar
ni ligaduras para liberar
por tu ternura y tu forma de dar la vida
y me resisto entonces a creer
que entre mis manos pueda yo tener
en una forma breve de mujer la vida

Conservo el alma llena de grillos
Tengo canicas en los bolsillos
Y no las cambio por la libertad
Enmascarada de solemnidad
Con que el poder pretende controlar la vida

No somos libres mas que por amor
Libres y eternos mas que por amor
No vale nada si no es por amor... la vida

No somos libres mas que por amor
Libres y eternos mas que por amor
No vale nada si no es por amor... la vida

No somos libres mas que por amor
Libres y eternos mas que por amor
No vale nada si no es por amor... la vida.

A Vida

A vida chega, a vida vai
Como uma roda que gira, que gira
Distribuindo a fertilidade
A desgraça e a felicidade
Inesgotáveis de sua fonte, a vida
Chega de repente e entra sem avisar,
Quando vai embora não diz pra onde vai
É a fronteira da eternidade, a vida.

Gosto do ar da manhã
Quando me invade pela janela
E me lembra a cada amanhecer
Que sigo vivo tanto ou mais que ontem
Que tenho o mundo todo por ter a vida
E que as coisas ao meu redor
São consequência do que eu sou
Que a cada um é pago seu valor... a vida.

Me crescem asas quando sua mão
Quente e amorosa segura a minha
E já não tenho medo de voar
Nem amarras pra me libertar
Por sua ternura e seu jeito de dar a vida
E então me resisto a acreditar
Que entre minhas mãos eu possa ter
De uma forma breve de mulher a vida.

Conservo a alma cheia de grilos
Tenho bolinhas de gude nos bols pockets
E não as troco pela liberdade
Disfarçada de solenidade
Com que o poder tenta controlar a vida.

Não somos livres senão por amor
Livres e eternos senão por amor
Não vale nada se não for por amor... a vida.

Não somos livres senão por amor
Livres e eternos senão por amor
Não vale nada se não for por amor... a vida.

Não somos livres senão por amor
Livres e eternos senão por amor
Não vale nada se não for por amor... a vida.

Composição: