Soy Un Ser Humano
Más allá de cualquier ideología
Más allá de lo sabio y lo profano
Soy parte del espacio, soy la vida
Por el hecho de ser un ser humano
Yo soy el constructor de mis virtudes
Como lo soy a la vez de mis defectos
Torrente inagotable de inquietudes
Genial contradicción de lo perfecto
Yo puse las espinas en la frente
Los clavos en los pies y en ambas manos
Después rompí a llorar amargamente
La muerte irreparable de mi hermano
Por mi se hace polémica la duda
Quien soy? A dónde voy? De donde vengo?
A través de los tiempos tan aguda
Que por ella renazco y me sostengo
Soy el que abrió la caja de Pandora
Que guardaba los males del planeta
No escapo la esperanza, en buena hora
Por ella sobrevivo y soy poeta
Yo soy quien ha creado las prisiones
Y la lucha fratricida y la injusticia
Pero también he inventado las canciones
Y el encanto sutil de una caricia
En nombre de mi Dios
Soy asesino, embustero, fanático y tirano
Desafiando las leyes del destino
Tengo sangre de siglos en las manos
Más también en su nombre soy la rienda
Que consigue domar a tanto potro
Seria sin un orden la merienda
De comernos los unos a los otros
Soy el poder
Que condena los instintos naturales del hombre
Mi censura, reptando por oscuros laberintos
Impone la moral de su estatura
Yo soy un individuo entre la masa
La coincidencia es tan solo un accidente
Busco esposa, doy hijos, tengo casa
Soy la opción de un cerebro inteligente
Que vale más, inquietud de mi existencia
Cuando llegue el final y quede inerte
Si el arte, por fijar mi trascendencia
O el eterno misterio de la muerte
Por todo
Más allá de cualquier ideología
Más allá de lo sabio y lo profano
Soy parte del espacio, soy la vida
Por el hecho de ser un ser humano
Sou Um Ser Humano
Mais além de qualquer ideologia
Mais além do sábio e do profano
Sou parte do espaço, sou a vida
Pelo simples fato de ser um ser humano
Eu sou o construtor das minhas virtudes
Assim como sou também dos meus defeitos
Um torrente inesgotável de inquietudes
Genial contradição do que é perfeito
Eu coloquei as espinhas na testa
Os pregos nos pés e em ambas as mãos
Depois comecei a chorar amargamente
A morte irreparável do meu irmão
Por minha causa a dúvida é polêmica
Quem sou eu? Aonde vou? De onde venho?
Através dos tempos tão aguda
Que por ela renasço e me sustento
Sou quem abriu a caixa de Pandora
Que guardava os males do planeta
Não escapou a esperança, ainda bem
Por ela sobrevivo e sou poeta
Eu sou quem criou as prisões
E a luta fratricida e a injustiça
Mas também inventei as canções
E o encanto sutil de uma carícia
Em nome do meu Deus
Sou assassino, mentiroso, fanático e tirano
Desafiando as leis do destino
Tenho sangue de séculos nas mãos
Mas também em seu nome sou a rédea
Que consegue domar tanto potro
Seria sem uma ordem a merenda
De nos devorarmos uns aos outros
Sou o poder
Que condena os instintos naturais do homem
Minha censura, rastejando por labirintos escuros
Impõe a moral de sua estatura
Eu sou um indivíduo entre a massa
A coincidência é apenas um acidente
Busco esposa, dou filhos, tenho casa
Sou a opção de um cérebro inteligente
O que vale mais, inquietude da minha existência
Quando chegar o final e eu ficar inerte
Se a arte, por fixar minha transcendência
Ou o eterno mistério da morte
Por tudo
Mais além de qualquer ideologia
Mais além do sábio e do profano
Sou parte do espaço, sou a vida
Pelo simples fato de ser um ser humano
Composição: Alberto Cortéz