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Letra

    Sempre que passo na volta de uma tropeada
    Frente ao rancho beira-estrada miro a janela florida
    Pois sei que lá vive um olhar emoldurado
    Com ares de abandonado ansiando amor pra vida

    Por isso quando a manhã encilhou o domingo
    Encilhei também meu pingo rumbeando pra o corredor
    Se este é o destino voltarei num bueno upa
    Com a prenda na garupa e então completo de amor

    E por regalo levo minha alma inteira
    Com minha gaita botoneira para um xote lhe cantar
    Já tô pensando em largar gado e caminho
    E viver do seu carinho tropeando sonhos de amar

    A linda boieira se esvai com a madrugada
    E eu levanto o pó da estrada bombeando o matiz do céu
    Até imagino meu bem em frente à janela
    Desvendando os beijos dela sorvendo seu doce mel!

    Composição: Alberto Ortaça / Diego Muller / Gabriel Ortaça. Essa informação está errada? Nos avise.

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