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Córregos

Alberto Mastra

Zanjones

Arroyito de agua turbia
barrio que me vio nacer,
zanjones que hizo la lluvia
con charquitos de agua turbia
de tanto y tanto caer.
Se fue con tu fuente
mi viejo querer,
llevó la corriente
tus cosas de ayer.
Te fuiste una noche,
que importa cuál fue,
si todas las noches
yo te recordé,
arroyito de agua turbia,
zanjones de mi querer.

¡Tanto gusto! El gusto es mío
de verte cambiado así,
yo que nací en tus rincones
cuando sólo eran zanjones
y pienso morirme aquí,
¡Tanto gusto! El gusto es mío
te lo digo sin mentir.

El recuerdo de tus calles
yo nos lo puedo olvidar,
nadie puede, nadie sabe,
querer como yo tus calles
que ayer me vieron pasar.
Te fuiste al olvido
por el callejón,
y yo entristecido
te canto mejor.
Te fuiste una noche,
que importa cuál fue,
si todas las noches
yo te recordé,
arroyito de agua turbia,
zanjones de mi querer.

Córregos

Córrego de água turva
bairro que me viu nascer,
córregos que a chuva fez
com poças de água turva
de tanto e tanto cair.
Se foi com sua fonte
meu velho amor,
levou a corrente
suas coisas de ontem.
Você foi embora uma noite,
que importa qual foi,
se todas as noites
eu te lembrei,
córrego de água turva,
córregos do meu querer.

Prazer em te ver! O prazer é meu
de te ver assim mudado,
eu que nasci nos seus cantos
quando eram só córregos
e penso em morrer aqui,
Prazer em te ver! O prazer é meu
digo isso sem mentir.

A lembrança das suas ruas
não consigo esquecer,
ninguém pode, ninguém sabe,
querer como eu suas ruas
que ontem me viram passar.
Você foi pro esquecimento
pelo beco,
e eu, entristecido,
te canto melhor.
Você foi embora uma noite,
que importa qual foi,
se todas as noites
eu te lembrei,
córrego de água turva,
córregos do meu querer.