Si esto es morir
No queda nada de esta sombra que se inclina,
de la noche que camina; apenas luces que no
alcanzan para verte, que no me dejan sentir
si esto es morir.
No queda nada de la luna que me diste, de la
jaula con alpiste, donde te pude cantar, perdida
en esta soledad, sin otros ojos que el alcohol...
Dónde se esconde la luz, que me dejaba verte ir
y entrar de nuevo en el umbral de mi zaguán...
la primavera.
Tal vez el aire de tu voz me dio lo que fue mío.
Mirá qué fácil es perderse en un capítulo del alma
cuando escribe esa memoria,
que nació para olvidar.
Yo no puedo resignanne a vivir sin este amor...
Lo que queda es una sombra,
que me parte el corazón.
Se isso é morrer
Não sobra nada dessa sombra que se inclina,
de uma noite que caminha; apenas luzes que não
chegam pra te ver, que não me deixam sentir
se isso é morrer.
Não sobra nada da lua que me deste, da
jaula com alpiste, onde pude te cantar, perdida
nessa solidão, sem outros olhos que o álcool...
Onde se esconde a luz, que me deixava te ver ir
e voltar de novo no limiar do meu corredor...
a primavera.
Talvez o ar da sua voz me deu o que foi meu.
Olha como é fácil se perder em um capítulo da alma
quando escreve essa memória,
que nasceu pra esquecer.
Eu não consigo me resignar a viver sem esse amor...
O que sobra é uma sombra,
que parte meu coração.