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Deixe-me em Paz

Alberto Perez

Déjeme Usted

Yo voy a un baile al lado de mi casa
Porque me gusta la música que hay
Y el otro día bailando tan contento
Un incidente me vino a importunar

Viene un sujeto vestido de uniforme
Aseñalando mi nombre en un papel
Y entra en la pista siguiéndome los pasos
Para mandarme camino del cuartel

Déjeme usted
Que baile mi merengue
¿Es que no ve que quiero disfrutar?
No tiene usted ni idea del merengue
Hay que gozar del ritmo hasta el final

Un individuo que vive en mi edificio
Con el que a veces me cruzo en el portal
Quiere informarme con gesto temeroso
De que ha rozado mi coche al aparcar

Viene cargado con medio parachoques
Y una rejilla que tapa el radiador
Y entra en la pista siguiéndome los pasos
Para decirme: “Disculpe por favor”

Déjeme usted
Que baile mi merengue
¿Es que no ve que quiero disfrutar?
No tiene usted ni idea del merengue
Hay que gozar del ritmo hasta el final

Veo de pronto al padre de mi novia
Muy bien vestido con traje de chaqué
Lleva en la mano los guantes y el sombrero
Y anda muy serio buscando a no sé quién

Salé del fondo, se acerca decidido
Con la mirada me quiere fulminar
Y entra en la pista siguiéndome los pasos
Para ponerme delante del altar

Déjeme usted
Que baile mi merengue
¿Es que no ve que quiero disfrutar?
No tiene usted ni idea del merengue
Hay que gozar del ritmo hasta el final

Un camarero que lleva muchos años
Viendo a la gente bailar en el salón
Va recogiendo las sillas y las mesas
Porque ha sonado la hora en su reloj

Le hace una seña al jefe de la orquesta
Yo continúo bailando sin parar
Y entra en la pista siguiéndome los pasos
Para pedirme que salga del local

Déjeme usted
Que baile mi merengue
¿Es que no ve que quiero disfrutar?
No tiene usted ni idea del merengue
Hay que gozar del ritmo hasta el final

Déjeme usted
Que baile mi merengue
¿Es que no ve que quiero disfrutar?
No tiene usted ni idea del merengue
Hay que gozar del ritmo hasta el final
Hay que gozar del ritmo hasta el final
Hay que gozar del ritmo hasta el final

Deixe-me em Paz

Eu vou para um baile ao lado da minha casa
Porque gosto da música que toca
E outro dia dançando tão feliz
Um incidente veio me importunar

Vem um sujeito vestido de uniforme
Apontando meu nome em um papel
E entra na pista seguindo meus passos
Para me mandar para o quartel

Deixe-me em paz
Deixe-me dançar meu merengue
Você não vê que quero aproveitar?
Você não tem ideia do merengue
É preciso aproveitar o ritmo até o final

Um sujeito que mora no meu prédio
Com quem às vezes me cruzo no portal
Quer me informar com gesto temeroso
Que roçou meu carro ao estacionar

Vem carregando metade do para-choque
E uma grade que cobre o radiador
E entra na pista seguindo meus passos
Para dizer: 'Desculpe, por favor'

Deixe-me em paz
Deixe-me dançar meu merengue
Você não vê que quero aproveitar?
Você não tem ideia do merengue
É preciso aproveitar o ritmo até o final

Vejo de repente o pai da minha namorada
Muito bem vestido com traje de fraque
Leva na mão as luvas e o chapéu
E anda muito sério procurando sei lá quem

Sai do fundo, se aproxima decidido
Com o olhar quer me fulminar
E entra na pista seguindo meus passos
Para me colocar diante do altar

Deixe-me em paz
Deixe-me dançar meu merengue
Você não vê que quero aproveitar?
Você não tem ideia do merengue
É preciso aproveitar o ritmo até o final

Um garçom que há muitos anos
Vê as pessoas dançarem no salão
Vai recolhendo as cadeiras e mesas
Porque a hora já soou em seu relógio

Faz um sinal para o chefe da orquestra
Eu continuo dançando sem parar
E entra na pista seguindo meus passos
Para pedir que eu saia do local

Deixe-me em paz
Deixe-me dançar meu merengue
Você não vê que quero aproveitar?
Você não tem ideia do merengue
É preciso aproveitar o ritmo até o final

Deixe-me em paz
Deixe-me dançar meu merengue
Você não vê que quero aproveitar?
Você não tem ideia do merengue
É preciso aproveitar o ritmo até o final
É preciso aproveitar o ritmo até o final
É preciso aproveitar o ritmo até o final

Composição: Alberto Pérez / Chicho Sánchez Ferlosio