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Morte de Um Poeta

Alcione

Silêncio! Morreu um poeta no morro
Num velho barraco sem forro
Tem cheiro de choro no ar

Mas choro que tem bandolim e viola
Pois ele falou lá na escola
Que o samba não pode parar

Por isso, meu povo, no seu desalento
Começa a cantar samba lento
Que é jeito da gente rezar

E dizer que a dor doeu
Que o poeta adormeceu
Como um pássaro cantor
Quando vem no entardecer
Acho que nem é morrer

Silêncio! Mais um cavaquinho vadio
Ficou sem acordes, vazio
Deixado num canto de um bar

Mas dizem: Poeta que morre é semente
De samba que vem de repente
E nasce se a gente cantar

E dizer que a dor doeu
Que o poeta adormeceu
Como um pássaro cantor
Quando vem no entardecer
Acho que nem é morrer

Acho que nem é morrer
Acho que nem é morrer
Acho que nem é morrer
Acho que nem é morrer

Composição: Totonho, Paulinho Rezende. Essa informação está errada? Nos avise.
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