Estetograma (part. Daymé Arocena)
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Baldosas rojas y amarillas
Techo de tapia, paredes de boñiga
Canciones tristes me alegraban el día
En el solar de tu casa donde crecía la vida
Trajimos a Daymé, un alabao pa’ ti
Pa’ los ancestros aché, algo que te iba a decir
La noche que me enfermé, muy lejos de Medellín
Sin entenderlo lloré, te fuiste y lo presentí
Noche polar para dar gracias
Abrazar tu legado, cuidar el tesoro
Tus manos arrugadas hicieron magia
Solo había pa’ uno, pero comieron todos
Me siento en Interestelar
Prendo palo santo, fuiste el mejor ejemplo de bondad
Por vos aún decimos miolepague
Somos hombres de principios, pero odiamos los finales
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Madrugadas de molienda
Tu brillante risa sobre oscuras prendas
Dar y darnos prioridad era tu agenda
Murieron los rumores, ahora nace tu leyenda
Hablabas de lo que te enamoraba
Tus sábanas con remiendos decoradas
Sueños perdidos, sueños cumplidos
En tu cama dormimos todos menos el olvido
Viejos hijos, risas nuevas, tu nobleza
Necia costumbre que se hereda
A esta ciudad llegaste del monte
Entre tanta serpiente nunca te dejaste corromper
Todavía te puedo sentir
Telarañas que atrapan el ayer
Disfruta con tu negro por allá
El que tanto lloraste y saber que ahora lo puedes abrazar
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Nos volveremos a ver después de ser
Después del ser, después de ser
Nos volveremos a ver después de ser
Después del ser, después de ser
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Cómo convivir con mi soledad
Cómo comenzar este final
Estetograma (part. Daymé Arocena)
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final
Ladrilhos vermelhos e amarelos
Teto de barro, paredes de esterco
Canções tristes alegravam meu dia
No quintal da sua casa onde a vida florescia
Trouxemos a Daymé, uma homenagem pra você
Pros ancestrais, axé, algo que eu queria dizer
Na noite em que fiquei doente, bem longe de Medellín
Sem entender, eu chorei, você foi embora e eu senti
Noite polar pra agradecer
Abraçar seu legado, cuidar do tesouro
Suas mãos enrugadas fizeram mágica
Só tinha pra um, mas todo mundo comeu
Me sinto em Interestelar
Acendo palo santo, você foi o melhor exemplo de bondade
Por você ainda dizemos miolepague
Somos homens de princípios, mas odiamos os finais
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final
Madrugadas de moagem
Seu sorriso brilhante sobre roupas escuras
Dar e nos dar prioridade era sua agenda
Morreram os rumores, agora nasce sua lenda
Você falava do que te encantava
Suas roupas com remendos decoradas
Sonhos perdidos, sonhos realizados
Na sua cama dormimos todos, menos o esquecimento
Velhos filhos, risadas novas, sua nobreza
Teimosa tradição que se herda
Você chegou a esta cidade do monte
Entre tantas serpentes, nunca se deixou corromper
Ainda posso te sentir
Teias de aranha que prendem o ontem
Aproveite com seu negro lá
Aquele que você tanto chorou e agora pode abraçar
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final
Nós vamos nos ver de novo depois de ser
Depois do ser, depois de ser
Nós vamos nos ver de novo depois de ser
Depois do ser, depois de ser
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final
Como conviver com a minha solidão
Como começar este final