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A Casa Triste (Inédita)

Alejandro Filio

La Casa Triste (Inedita)

En la casa triste
que quedó vacía
donde los recuerdos
fingen que eres mía,
quiero imaginar
que aún estas a mi lado
que tus lindos ojos
me siguen mirando.

En la casa triste
se oyen los “te quiero”
que cuando ¿????
no hallaron silencio.
Y no me conformo
con tener tu ausencia,
es que a cada paso
falta tu presencia.

Camino hacia la sala
y al mirar nuestro sofá
descubro que tu cuerpo
ya no está.
Tu alcoba luce triste
sin tu canto al despertar
entonces comprendo
que no volverás.

A la casa triste
donde nos reunimos
se muere de pena
se muere conmigo.
Es tanto el recuerdo
de aquellas mañanas,
es tanto el espacio
en aquella cama.

No tengo ya consuelo,
para qué quiero vivir
si el dulce de tus labios
no está aquí.
Tus flores se marchitan
ya no quiere revivir,
les faltan tus caricias
tanto como a mí.

En la casa triste
te he nombrado tanto
desde que tú te fuiste
ya no tiene encanto.
Tristes las paredes
y tristes las puertas,
esta casa es triste
desde que estás muerta.

A Casa Triste (Inédita)

Na casa triste
que ficou vazia
onde as lembranças
fingem que és minha,
quero imaginar
que ainda estás ao meu lado
que teus lindos olhos
continuam me olhando.

Na casa triste
se ouvem os "te amo"
que quando você foi
não encontraram silêncio.
E não me conformo
em ter tua ausência,
é que a cada passo
falta tua presença.

Caminho até a sala
e ao olhar nosso sofá
descubro que teu corpo
já não está.
Teu quarto está triste
sem teu canto ao acordar
então compreendo
que não voltarás.

Na casa triste
donde nos reunimos
a pena a consome
a pena me consome.
É tanta lembrança
daquele amanhecer,
é tanto espaço
naquela cama.

Não tenho mais consolo,
pra que quero viver
se o doce dos teus lábios
não está aqui.
Tuas flores murcham
já não querem reviver,
lhes faltam tuas carícias
tanto quanto a mim.

Na casa triste
te nomeei tanto
desde que você foi
já não tem encanto.
Tristes as paredes
e tristes as portas,
esta casa é triste
desde que estás morta.