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Momentos

Alessandro Mara

Attimi

Addormentarmi ed averti al mio fianco
E ritrovarti lì al mio risveglio
Seguire il ritmo del tuo respiro
Verso la porta dei sogni che fai
Spegnere i fari sotto casa tua
La sera usciti da qualche pub
E rivederti come in un film
Che dici è tardi e che devo andare via
Sono attimi soltanto attimi
Sono gesti senza gloria fili invisibili
Sono attimi soltanto attimi
Sono pezzi di memoria
Emozioni impiegabili
Guardare te quando mangi lo yogurt
E dici adesso si che sto meglio
Poi con le dita pulisce anche il fondo
Ed in quel momento domini il mondo
Chiedere al vento che ci fischia in faccia
Qualche consiglio che porti lontano
Sfidando il grigio di questa nebbia
Che ci trafigge come una scheggia
Chiudersi in casa una sera ogni tanto
E non rispondere proprio a nessuno
Con tutti i sogni cucirsi un vestito
Per poi sfilare di fronte al domani
Chiedersi adesso cosa stiamo vivendo
Anche se forse non c'è un vero motivo
Mentre ti guardo più attenta mi osservi
E poi mi dici mi ascolti o ti perdi
Sono attimi soltanto attimi
Sono gesti senza gloria fili invisibili
Sono attimi soltanto attimi
Che non sai non vivi più
Se rinunci a viverli
Lasciare tutti i problemi alle spalle
Correre soli in un viale alberato
Per ritrovare la linea perduta
E poi magari mangiarci un gelato
Perché la vita è una tela di ragni
Che qualche volta nemmeno si vede
Noi la incrociamo soltanto un momento
Ma troppo spesso nessuno ci crede
Sono attimi
Sono attimi soltanto attimi
Che lo sai non vivi più se rinunci a viverli

Momentos

Dormir e te ter ao meu lado
E te encontrar ali ao meu despertar
Seguir o ritmo da sua respiração
Rumo à porta dos sonhos que você cria
Apagar os faróis embaixo da sua casa
À noite, saindo de algum bar
E te ver como em um filme
Você diz que é tarde e que precisa ir embora
São momentos, apenas momentos
São gestos sem glória, fios invisíveis
São momentos, apenas momentos
São pedaços de memória
Emoções que não se usam
Te observar enquanto come iogurte
E você diz que agora está melhor
Depois, com os dedos, limpa até o fundo
E naquele instante você domina o mundo
Perguntar ao vento que assobia em nosso rosto
Algum conselho que nos leve longe
Desafiando o cinza dessa neblina
Que nos atravessa como uma estilha
Ficar em casa uma noite de vez em quando
E não responder a ninguém
Com todos os sonhos, costurar um vestido
Para depois desfilar diante do amanhã
Perguntar agora o que estamos vivendo
Mesmo que talvez não haja um verdadeiro motivo
Enquanto te olho, você me observa atenta
E depois me diz: você me escuta ou se perde?
São momentos, apenas momentos
São gestos sem glória, fios invisíveis
São momentos, apenas momentos
Que você não sabe, não vive mais
Se desiste de vivê-los
Deixar todos os problemas para trás
Correr sozinhos em uma avenida arborizada
Para reencontrar a linha perdida
E depois, quem sabe, comer um sorvete
Porque a vida é uma teia de aranha
Que às vezes nem se vê
Nós a cruzamos apenas por um momento
Mas, com muita frequência, ninguém acredita
São momentos
São momentos, apenas momentos
Que você sabe, não vive mais se desiste de vivê-los.

Composição: