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Que folga!?

Alex Frechette

Fugir da taquicardia
E produzir sem ânsia produtivista
E assim descansar
Já sem culpa
E sem conquistas na sociedade
Que é a do cansaço
E da meritocracia
E como tirar um dia de folga
Sem ficar doente
Como ler um livro atentamente
Sem que seja no intervalo do almoço

O frio e a roupa pra lavar
E o terreno pra capinar
E a cerca pra consertar
Se amotinar
E a pele que se quer tocar

Cansado de estar cercado de gente que ganha muito mais que eu
E vive reclamando da falta de dinheiro
A burguesia pobre ainda me pede paciência
Como se não tivesse sempre tudo, tudo, tudo
Presença, licença e muita condescendência

Não dá pra nem admirar
O sol numa tarde de Itapuã
Ou mesmo de Itaipu
O dia pra vadiar ficou na canção mole
É porque a vida real nunca deixou de ser escravocrata
Anunciando do alto do muro dos dias de luta
O machucado que se esquece de curar
E não há nada que a IA possa fazer sobre a isso

Fugir da taquicardia
E produzir sem ânsia produtivista
E assim descansar
Já sem culpa
E sem conquistas na sociedade

Cansado de estar cercado de gente que ganha muito mais que eu
E vive reclamando da falta de dinheiro
A burguesia pobre ainda me pede paciência
Como se não tivesse sempre tudo, tudo, tudo
Presença, licença e muita condescendência

Cansado de estar cercado de gente que ganha muito mais que eu
E vive reclamando da falta de dinheiro
A burguesia pobre ainda me pede paciência
Como se não tivessem sempre tudo, tudo, tudo
Presença, licença e muita condescendência

Fugir da ta


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