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Aude (Leve-me)

Alexandre Kinn

Aude (Emmène-Moi)

Tu verras le bonheur, c'est comme cette robe à fleurs qui n'est pas à toi
Quand tu la porteras, ne te dis surtout pas, trop de couleurs pour moi
Tu verras le bonheur, tu le toucheras des doigts si tu sors de là
Dans le ventre de ta mère qu'est belle comme une étoile
Quand elle parle de toi
On t'appellera Aude et tu verras, à l'aube de ton dixième mois
Tous nos yeux d'ahuris accrochés à ton lit pour que t'aies jamais froid

Emmène-moi loin, loin, loin, ma reine et demie, mon ode à la vie

Tu verras le bonheur, c'est tenter des exploits avec un bout de bois
Et puis deux, trois idées plus ou moins bien cachées qui viendront de toi
Tu verras, mon enfant, qu'il n'y a rien de plus grand
Que de passer du temps devant l'océan
Tu verras les pays et les parfums du monde envahir ton sang
Tu sais la liberté, c'est comme la peur d'aimer, elle pousse avec le temps
Tu verras dans l'amour, il y a le mot toujours
Et le mot souvenir qui se battent souvent

Emmène-moi loin, loin, loin, ma reine et demie, mon ode à la vie

Tu verras, mon enfant, tu verras les mots bleus, blancs
Tu verras, mon enfant, que de ne pas se prendre au sérieux
C'est beaucoup mieux, hey hey hey

Emmène-moi loin, loin, loin, ma reine et demie, mon ode à la vie.

Aude (Leve-me)

Você verá a felicidade, é como aquele vestido de flores que não é seu
Quando você o vestir, não pense, de jeito nenhum, que são muitas cores pra mim
Você verá a felicidade, vai tocá-la com os dedos se sair daqui
No ventre da sua mãe que é linda como uma estrela
Quando ela fala de você
Vão te chamar de Aude e você verá, ao amanhecer do seu décimo mês
Todos os nossos olhos espantados grudados na sua cama pra você não sentir frio

Leve-me longe, longe, longe, minha rainha e meia, minha ode à vida

Você verá a felicidade, é tentar feitos com um pedaço de madeira
E depois duas, três ideias mais ou menos bem escondidas que virão de você
Você verá, meu filho, que não há nada maior
Do que passar um tempo na frente do oceano
Você verá os países e os perfumes do mundo invadirem seu sangue
Você sabe, a liberdade é como o medo de amar, ela cresce com o tempo
Você verá que no amor, tem a palavra sempre
E a palavra lembrança que muitas vezes brigam

Leve-me longe, longe, longe, minha rainha e meia, minha ode à vida

Você verá, meu filho, você verá as palavras azuis, brancas
Você verá, meu filho, que não se levar a sério
É muito melhor, hey hey hey

Leve-me longe, longe, longe, minha rainha e meia, minha ode à vida.

Composição: Alexandre Kinn